por Michael Meyerhoff, Ed.D. - traduzido por HowStuffWorks Brasil
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Música e televisão para crianças
Em muitas casas, os sons da televisão ou do aparelho de som podem ser ouvidos durante horas todos os dias. Quando leva um bebê para casa, no entanto, é preciso reconsiderar o que está tocando e quando. Os especialistas concordam que as crianças devem experimentar a música o mais cedo possível. Mas e a televisão? Nesta página, discutiremos como integrar tanto a música quanto a televisão de maneira positiva.
Música para crianças
Os especialistas em desenvolvimento infantil acreditam que os bebês mais novinhos já devem ser expostos à música e não apenas a canções de ninar e cantigas infantis. Está provado que os fetos são capazes de ouvir e alguns pesquisadores dizem que os bebês mostraram sinais claros de que reconhecem as músicas que suas mães escutavam antes de dar à luz. Um obstetra francês, interessado em saber exatamente o que um feto escuta, inseriu um hidrofone (um instrumento para captar o som transmitido através da água) no útero de uma mulher prestes a dar à luz e gravou os sons. Além das batidas do coração da mãe e dos ruídos da barriga, as vozes da mãe e do médico e a melodia de uma sinfonia de Beethoven foram claramente ouvidas ao fundo.
Assim como as crianças expostas aos livros geralmente crescem gostando de ler, as que forem expostas à música, certamente, a apreciarão durante toda a vida. Muitos dos brinquedos favoritos do seu bebê provavelmente são musicais e ele vai apreciar qualquer música que escute no rádio, no aparelho de som, que seja tocada em qualquer instrumento e assobios com os quais você acompanha o trabalho. Não se preocupe: para o bebê não importa se você tem talento musical.
Com cerca de um 1 ano, o bebê tenta acompanhar a música que você produz batendo palmas ou pulando no ritmo. Com 2 anos, ele gosta de ir a apresentações ao ar livre com você. Providencie peças curtas de música que o seu filho possa escutar do início ao fim. À noite, use música de câmara, tranqüilizante, para induzir ao sono; de manhã, músicas mais alegres para iniciar a rotina. Experimente canções populares e um pouco de música de outras culturas. Compre com atenção para tentar dar ao seu filho o melhor de qualquer tipo de música que você escolher.
Se as suas lojas preferidas não dispõem de uma boa seleção de gravações infantis, você pode emprestá-las da biblioteca. Há também inúmeras empresas de catálogo de venda por correspondência que oferecem discos e fitas infantis. Você ainda pode baixar música da internet.
As crianças de 1 a 3 anos gostam de canções populares, música de outras culturas, discos que incitam a atividades, como exercícios e mímicas, e histórias lidas em voz alta. Algumas gravações vêm junto com livros de história.
Faça a sua própria música - não existe nada que as crianças apreciem mais do que fazer suas próprias músicas, principalmente se isto envolve montar uma banda e desfilar pela casa ou pelo quintal com outras crianças. Você pode comprar brinquedos sonoros, como um piano ou uma guitarra, mas instrumentos simples e reais são melhores. Bongôs, tantãs, marimbas, címbalos, triângulos, sinos e pandeiros são instrumentos bastante adequados para crianças de 1 a 3 anos.
Televisão para crianças
Há quem diga que a televisão é responsável por um tipo novo e diferente de criança: um viciado em TV que é pálido, apático e indiferente, cujo destino é se tornar um adulto passivo que tem sérias lacunas nas habilidades de linguagem, leitura e comunicação. Esses críticos acreditam que a TV é sempre ruim, que ela destrói a vida familiar e desencoraja a leitura e a conversa. Alguns acreditam que o melhor é banir completamente a televisão de suas vidas num esforço para fingir que ela não existe. Do lado oposto estão as casas onde o aparelho fica ligado desde cedo até tarde da noite, e onde é permitido que as crianças vejam televisão durante horas todos os dias. Na pior das hipóteses, a televisão é usada como uma chupeta, uma babá conveniente que os pais não precisam pagar.
Muitos pais, no entanto, estão convencidos de que, na melhor das hipóteses, a televisão é soberba em suas capacidades simultâneas de entreter e de educar. Eles acreditam tanto que a TV faz parte da sociedade atual que as crianças deveriam começar logo a aprender a usá-la com inteligência e tirar dela o melhor. Alguns desses pais sugerem cinco horas semanais em frente à TV como uma quantidade razoável de tempo para crianças de 2 ou 3 anos. Antes desta idade, o seu filho provavelmente assiste apenas de modo breve, percebendo apenas os movimentos e as cores, sem acompanhar uma trama. Além de controlar as horas em frente à TV, você deve escolher programas adequados a cada idade, tanto nos canais públicos como nos canais locais ou de rede nacional, escolhendo os temas aos quais deseja que o seu filho esteja exposto.
Em vez de usar a TV como babá, assista a alguns programas com o seu filho. Assistir juntos pode ser quase como ler uma história. Enquanto se abraçam numa poltrona grande, você pode apontar aspectos da ação ou das personagens que você queira que ele note, como faria se estivesse lendo uma história. Quando um programa termina, você pode conversar com o seu filho sobre ele, respondendo perguntas e fazendo algumas para ele.
Violência e propaganda - duas das principais críticas feitas à televisão para crianças estão relacionadas à violência e à propaganda. As estatísticas dizem que, na época em que acaba o ensino médio, uma criança norte-americana média assistiu a 350 mil comerciais e viu 18 mil assassinatos na televisão. Para crianças em idade pré-escolar, os programas de desenho animado das manhãs de sábado são, provavelmente, os piores culpados. Um estudo mostrou que cerca de 18 atos violentos acontecem durante uma hora qualquer destes programas; outro mostrou que apenas cerca de 3% das personagens machucadas em acidentes bizarros e irreais requerem algum tipo de tratamento. Foi mostrado que a agressividade física e verbal cresce notavelmente entre crianças de 3 a 4 anos que assistem aos desenhos animados sistematicamente. Parece que quanto mais elas assistem, mais se tornam tolerantes com comportamentos agressivos.
Na área das propagandas, o fato puro e simples é que os alimentos anunciados, principalmente durante a programação infantil, estão entre os menos nutritivos e, algumas vezes, entre os mais caros. Propagandas de brinquedos são acusadas de distorcer os valores infantis e de sugerir que todas as crianças precisam e devem ter certos objetos. Programas recentes apresentam histórias com personagens tiradas diretamente de brinquedos; por isto, há quem diga que as crianças são incapazes de distinguir as propagandas do programa em si.
Os pais de crianças pequenas podem controlar os aspectos menos desejáveis da televisão simplesmente não permitindo que seus filhos assistam a programas que eles desaprovam. Diga não, quando necessário. Os pais têm o direito e o dever de transmitir seus valores. Muitos pais juntam forças com grupos que pressionam os anunciantes e os responsáveis pela programação infantil, além de fazer lobby pela aprovação de leis regulatórias adequadas.
Embora a televisão possa oferecer algumas experiências positivas para o seu filho, é uma boa idéia levantar do sofá e sair sempre que possível. Estar ao ar livre oferece um tipo diferente de lazer, além de ar fresco e exercício. Na página seguinte, você vai encontrar idéias divertidas de atividades ao ar livre.
Essas informações têm propósitos apenas informativos. ELAS NÃO FORNECEM ORIENTAÇÕES MÉDICAS. Tanto o editor do Consumer Guide ®, da Publications International, Ltd., quanto o autor e o divulgador não se responsabilizam por nenhuma possível conseqüência dos tratamentos, procedimentos, exercícios, modificações de dieta, ação ou aplicação de medicação que resultem da leitura ou utilização das informações aqui contidas. A publicação dessas informações não constitui prática da medicina e não substitui as orientações de seu médico ou outro profissional da saúde. Antes de iniciar qualquer tratamento, o leitor deve procurar o conselho do seu médico ou de outro profissional de saúde.
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Para citar corretamente este artigo do HowStuffWorks por favor copie e cole o texto abaixo:
Michael Meyerhoff, Ed.D.. "HowStuffWorks - Como estimular a mente de uma criança". Publicado em 12 de julho de 2006 (atualizado em 04 de abril de 2007) http://saude.hsw.uol.com.br/como-estimular-a-mente-de-uma-crianca5.htm (25 de novembro de 2009)