Dicas de alimentação para diabéticos

Como a diabetes é uma doença que afeta a maneira que seu corpo processa o açúcar, prestar atenção ao que se come é extremamente importante. Aqui vão algumas dicas para melhorar a sua alimentação:

       
    Mudando os hábitos alimentares para perder peso
         
       
Também temos algumas dicas para ajudá-lo a perder peso: descubra o que aciona a sua vontade de comer. Se a mera visão de uma vitrine de padaria já lhe desperta o desejo por bolos, comece a andar do outro lado da rua. Esteja ciente de armadilhas como essa e aprenda a evitá-las ou controlá-las.
        
Não deixe grandes quantidades de comida à mão. Para algumas pessoas acima do peso, o fato de que a comida está ao alcance significa que deve ser usada.  
        
Prepare suas refeições em vez de comprá-las prontas. Alimentos vendidos prontos provavelmente possuem mais calorias, gordura e sódio, devido aos métodos de preparo e porque os tamanhos das porções são maiores.
       

Prepare-se para uma dieta especial - quer você tenha diabetes tipo 1 ou tipo 2, você se beneficiará bastante se seguir uma alimentação saudável, que irá ajudar a melhorar seus níveis de glicose, pressão e colesterol no sangue, além de ajudar a manter o seu peso sob controle. Na verdade, mesmo que você tome remédios para a diabetes, controlar a sua alimentação é essencial para tomar as rédeas da doença e evitar as complicações. Lembre-se de obter auxílio adicional para o seu caso específico com o seu médico, com um profissional especializado na educação sobre a diabetes e/ou com um nutricionista.

Abandone o excesso de bagagem - estima-se que 90% das pessoas com diabetes tipo 2 estejam acima do peso quando são diagnosticadas com o problema. E mais, problemas de excesso de peso podem acelerar o processo da doença e precipitar o desenvolvimento de complicações, especialmente doenças cardiovasculares e derrames.

Da mesma maneira, perder o excesso de peso pode ser a medida de auto-ajuda mais importante que você pode tomar caso tenha diabetes tipo 2. Primeiro, ajuda o seu corpo a melhorar o uso da insulina disponível para diminuir os níveis elevados de glicose sangüínea, o que pode ajudar a retardar, reduzir ou eliminar a necessidade de medicamentos para a diabetes. Segundo, diminui o índice elevado de gordura (colesterol e triglicérides) e a alta pressão arterial, que são fatores de risco para doenças cardíacas (e derrames também).

Mesmo uma perda de peso modesta já produz efeitos em alguém com diabetes tipo 2: os níveis de insulina caem, o fígado começa a liberar menos glicose no sangue e os tecidos musculares começam a responder à insulina e ficam mais eficientes para remover a glicose do sangue. Perder peso pode ajudar até mesmo a prevenir a diabetes em pessoas com risco elevado de contrair a doença.

Mas nada de tratamento de choque. Perdas de peso que ocorrem rápido demais dificilmente funcionam a longo prazo e são um perigo em potencial se o paciente aderir a elas sem o aconselhamento médico. Algumas vezes, o médico vai na verdade receitar uma alimentação com um número bem reduzido de calorias para iniciar a perda de peso, mas apenas por um período muito curto de tempo e com o acompanhamento dele. Geralmente é melhor perder peso gradativamente com uma dieta equilibrada e com poucas calorias e gorduras combinada com um aumento de atividades físicas. Esta abordagem não só vai ajudá-lo a perder o excesso de peso como vai fornecer as ferramentas necessárias para a manutenção dessa perda a longo prazo.



Conheça seus carboidratos - a receita tradicional para pessoas com diabetes era o seguinte: evite carboidratos simples ou açúcares simples (como açúcar de mesa) porque eles aumentam o nível de açúcar no sangue rapidamente, e prefira os carboidratos complexos (como o amido e fibras encontrados em grãos, batatas, feijões e ervilhas), pois eles aumentam o açúcar sangüíneo de maneira mais lenta. Mas os pesquisadores descobriram que as coisas não são tão fáceis assim. Os açúcares simples e os carboidratos complexos conhecidos como amidos aumentam os níveis de glicose sangüínea na mesma velocidade (apesar das fibras serem classificadas como carboidratos complexos, elas não são digeridas pelo corpo e por isso não aumentam o nível de glicose).

O que realmente importa é como a comida é preparada e o acompanhamento desses carboidratos. A gordura, por exemplo, deixa a digestão de carboidratos mais lenta e diminui a velocidade com que a glicose é liberada no sangue. Esse novo conceito abriu espaço para novas regras, que nem chegam a ser regras no sentido mais correto da palavra.

Os carboidratos complexos que ainda não foram refinados ou processados continuam a ser as melhores opções devido aos nutrientes valiosos que fornecem (o refino e processamento costumam tirar os nutrientes e as fibras), mas evidências sugerem que a sacarose (o açúcar de mesa) pode não ser totalmente proibido para pessoas com diabetes tipo 2. Desde que você contabilize os carboidratos e calorias no açúcar e não exagere, um agradinho doce de vez em quando pode se adaptar ao plano de alimentação saudável para a diabetes.

Acostume-se com as fibras - uma das razões pelas quais os carboidratos complexos não refinados, como pães e grãos integrais, são tão benéficos é que eles são ricos em fibras. As fibras na verdade diminuem os picos de glicose sangüínea após uma refeição.

Coma aos poucos - muitos especialistas acreditam que os portadores da diabetes tipo 2 conseguem atingir níveis de açúcar normais evitando uma sobrecarga de alimentos de uma só vez. Tente comer três refeições menores e dois lanches durante o dia, mas sem aumentar a ingestão total de calorias.

Há três planos principais de alimentação recomendados para ajudar pessoas com diabetes:

Sistema de trocas - ao usar este sistema, as pessoas contam com a ajuda de um nutricionista  para criar uma dieta baseada em um série de trocas. Cada alimento é atribuído a uma determinada categoria (amido, frutas, leite, etc.) e você pode fazer um certo número de trocas dentro das categorias em cada refeição. Um nutricionista irá ajudá-lo a determinar o número de trocas que devem ser feitas a cada dia.

Contagem de carboidratos - caso você use o sistema de contagem de carboidratos, poderá ingerir uma quantidade específica de carboidratos por dia e por refeição. Os seguidores dessa dieta têm a assistência de um nutricionista para determinar quantos gramas de carboidrato devem ser ingeridos em cada refeição e lanche para manter o nível de glicose próximo ao nível normal. O número de gramas de carboidratos permitido por dia e por refeição depende do seu peso, níveis de atividade física, outros problemas de saúde, remédios e idade. Muitas pessoas acham a contagem de carboidratos mais fácil do que o sistema de trocas, especialmente agora que as informações sobre os carboidratos podem ser encontradas tão facilmente. Sempre que possível, escolha carboidratos de alta qualidade como os cereais ricos em fibras, pães integrais, feijões, frutas e vegetais frescos.

A pirâmide alimentar para os diabéticos - esse plano recomenda a ingestão diária de dois a três copos de leite ou iogurte desnatados ou semi-desnatados, de 110 a 170 gramas de carne magra, peixe, nozes ou substitutos para a carne, de três a cinco porções de vegetais (uma porção equivale a uma xícara de vegetais crus ou 1/2 xícara de vegetais cozidos), de duas a quatro porções de frutas (uma porção equivale a uma fruta fresca, 1/2 fruta em lata, uma xícara de melão ou bagas picadas, ou duas colheres de sopa de frutas secas) e 6 ou mais porções de grãos, feijões e vegetais com amido (uma porção equivale a uma fatia de pão, uma rosca de 30 gramas, 3/4 de uma xícara de cereais secos, 1/2 xícara de cereais cozidos, uma tortilla de 15 centímetros, 1/3 de uma xícara de arroz ou massa e 1/2 xícara de batata, batata doce, ervilhas, milho ou feijões cozidos). A pirâmide também permite pequenas quantidades de gorduras, doces e álcool.

Pessoas com diabetes costumam sentir dores nos pés e pernas. Continue lendo para descobrir como aliviar esse desconforto.

Estas informações são apenas para fins ilustrativos. ELAS NÃO DEVEM SER CONSIDERADAS COMO CONSELHOS MÉDICOS. Nem os Editores do Consumer Guide (R), Publications International, Ltd., o autor ou a editora assumem responsabilidade por quaisquer conseqüências de qualquer tratamento, procedimento, exercícios, alteração de dieta, ação ou aplicação de medicamentos utilizados decorrentes da leitura ou instruções contidas neste artigo. A publicação destas informações não constitui a prática de medicina e estas informações não substituem o conselho de seu médico ou outro profissional da área de saúde. Antes de se submeter a qualquer tratamento, o leitor deve procurar o aconselhamento de seu médico ou de outro profissional da área de saúde.