Introdução

Diariamente, milhões de pessoas com diabetes andam na corda bamba, entre o excesso e a falta de açúcar no sangue. A falta de açúcar que ocorre em decorrência de complicações com o medicamento pode fazê-los sentir tontura, fadiga, dor de cabeça, excesso de suor, tremores no corpo e, nos casos mais graves, perda da consciência e coma. Já o excesso, que pode ocorrer após ingerir muito açúcar, especialmente se a pessoa for mais velha e estiver acima do peso, pode fazer com que ela sinta fraqueza, fadiga, sede excessiva, dificuldade para respirar e perda da consciência.

Se a diabetes não for controlada da maneira correta ou se ela nem mesmo for tratada, pode levar à cegueira, insuficiência renal, danos nos vasos sangüíneos, infecções, insuficiência cardíaca, danos nos nervos, pressão alta, derrame, amputação de membros e coma.

Os pacientes portadores de diabetes têm de andar sobre a corda bamba entre a falta e o excesso de açúcar no sangue.
2006 Publications International, Ltd.
Os pacientes portadores de diabetes
vivem na corda bamba: entre a falta
 e o excesso de açúcar no sangue.

E porque os sintomas iniciais (fadiga, excesso de fome e diurese freqüente) costumam ser leves, cerca de 50% das pessoas com diabetes nem percebem que têm a doença. Isso pode trazer conseqüências trágicas, já que o diagnóstico e tratamento desde os períodos iniciais da doença aumentam as chances de uma vida longa e produtiva.

Mas se você ainda tem dúvidas de que a diabetes é uma doença com a qual você pode conviver muito bem, pense nas realizações das seguintes pessoas portadoras desse mal: o músico de jazz Dizzy Gillespie, a cantora Ella Fitzgerald, a atriz Mary Tyler Moore e o jogador de baseball do Hall-of-Fame Jim "Catfish" Hunter. Mesmo antes do tratamento ser sofisticado como é hoje, o autor Ernest Hemingway e o inventor Thomas Edison, ambos portadores, conseguiram deixar suas marcas no mundo.

Se você for um dos sortudos cuja diabetes foi diagnosticada por um médico, provavelmente já tem uma idéia do que está dando errado no seu corpo. Basicamente, o distúrbio ocorre devido a um mau funcionamento da maneira como o seu corpo processa os carboidratos dos alimentos que você ingere.

Normalmente o processo acontece da seguinte maneira: os carboidratos da sua alimentação são transformados em um tipo de açúcar chamado de glicose. A glicose é o combustível favorito das células sangüíneas e é o único alimento que seu cérebro é capaz de usar. A glicose flutua pela corrente sangüínea até que o pâncreas, uma grande glândula localizada atrás do estômago, entra em ação. O pâncreas produz a insulina, um hormônio que manda as células sangüíneas absorverem a glicose. Quando está dentro da célula, a glicose é usada como combustível para produzir calor ou energia, ou é armazenada como gordura.

Em uma pessoa com diabetes, no entanto, o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina, ou as células ficam resistentes à ação desse hormônio. O resultado disso é que a glicose não consegue entrar nas células, acumula no sangue e é liberada na urina. Resumindo, o açúcar sangüíneo aumenta enquanto as células passam fome.

De 5 a 10% das pessoas com diabetes possuem o tipo 1, ou diabetes dependente de insulina, que costuma se desenvolver na infância ou no início da vida adulta. As pessoas com esse tipo de diabetes requerem injeções diárias de insulina para manter seus níveis de glicose sob controle.

Mas a grande maioria das pessoas com diabetes, por sua vez, possuem o tipo 2, que também é chamada de diabetes adquirida na vida adulta, apesar de um número cada vez maior de crianças estar desenvolvendo este tipo hoje em dia. As mudanças de estilo de vida podem desempenhar um papel vital no controle do tipo 2 e normalmente são o método inicial e favorito para regular os níveis de açúcar no sangue, embora medicamentos orais e até mesmo a insulina possam vir a fazer parte do tratamento.

Os pacientes com diabetes precisam enfrentar dificuldades relacionadas a sua saúde todos os dias. Neste artigo, vamos dar uma olhada nos métodos de tratamento para a diabetes, escolhas corretas de alimentação para contrabalancear os sintomas e sinais que indicam que você pode ter o problema.

Estas informações são apenas para fins ilustrativos. ELAS NÃO DEVEM SER CONSIDERADAS COMO CONSELHOS MÉDICOS. Nem os Editores do Consumer Guide (R), Publications International, Ltd., o autor ou a editora assumem responsabilidade por quaisquer conseqüências de qualquer tratamento, procedimento, exercícios, alteração de dieta, ação ou aplicação de medicamentos utilizados decorrentes da leitura ou instruções contidas neste artigo. A publicação destas informações não constitui a prática de medicina e estas informações não substituem o conselho de seu médico ou outro profissional da área de saúde. Antes de se submeter a qualquer tratamento, o leitor deve procurar o aconselhamento de seu médico ou de outro profissional da área de saúde.