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por Dr. Dana Armstrong e Dr. Allen Bennett King - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Como usar os remédios

Para muitas pessoas com diabetes tipo 2, usar a alimentação e exercícios físicos para controlar a glicose não é suficiente. Para elas, os medicamentos antidiabéticos orais podem ser salva-vidas, ajudando a baixar as taxas de glicose e impedindo as complicações da doença.

A diabetes é uma doença progressiva que exige cada vez mais cuidados para que as taxas de glicose no sangue abaixem ou permaneçam dentro dos níveis pretendidos. Geralmente, aumentar as atividades físicas e mudar a sua relação com a comida são os primeiros passos a serem dados para trazer a taxa de glicose de volta para o normal.

Às vezes só estas medidas não conseguem baixar as taxas de glicose o suficiente para atingir valores normais ou, com o tempo, podem não continuar a mantê-los dentro da meta. Você pode precisar de medicamentos para ajudá-lo a atingir ou manter a sua meta de glicose. Se e quando isto acontecer, de modo algum encare o uso de medicação como falha de sua parte. Tenha em mente que a diabetes é uma doença crônica e progressiva que exige cada vez mais tratamentos para manter a glicose sob controle.


O seu objetivo, no final, não deveria ser evitar os remédios, mas as complicações. Felizmente, os últimos anos assistiram ao advento de muitos tratamentos novos e eficientes que podem ajudá-lo a atingir o objetivo.

As pessoas com diabetes tipo 1 produzem pouca ou nenhuma insulina, portanto elas dependem de injeções de insulina para continuar vivendo. Já que as pílulas usadas para tratar a diabetes não são nem contêm insulina, muitas delas não têm utilidade para as pessoas com diabetes tipo 1. Tais pílulas podem baixar as taxas de glicose apenas em pessoas com diabetes tipo 2, cujos corpos ainda produzem insulina, mas não a utilizam muito bem. Entretanto, alguns remédios que agem diminuindo a resistência periférica à insulina podem ser utilizados pelos dois tipos de diabéticos.

Para entender como as pílulas tratam a diabetes, você deve entender primeiro por que os níveis de glicose no seu sangue continuam altos. Para as pessoas com a diabetes tipo 2, as dificuldades com o controle da glicose parecem provir de não mais do que 3 áreas.

Vários medicamentos orais são utilizados para tratar a diabete.
Publications International, Ltd., 2006.
Vários medicamentos orais
são utilizados para tratar a diabetes

Primeiro, os músculos não estão absorvendo a glicose da corrente sangüínea. Segundo, o fígado está produzindo glicose demais, logo, aumentando os níveis de glicose no seu sangue. Terceiro, a produção de insulina pelo pâncreas não consegue fazer face aos altos níveis de glicose. Neste sistema gradual, o problema primário parece ser a resistência à insulina nos músculos. Eles não respondem à insulina, então a glicose não é absorvida e acumula-se no sangue.

O problema seguinte está no fígado. Normalmente, ele pára de liberar glicose quando "vê" insulina no sangue.

Quando você come, o nível de glicose aumenta, provocando a liberação de insulina pelo pâncreas. A função da insulina é levar a glicose para as células musculares. Quando o fígado vê a insulina, ele sabe que a glicose entrou no sistema, portanto ele pára de liberar os seus próprios estoques de glicose. Os níveis de insulina normalmente diminuem quando o nível de glicose cai, como quando você jejua durante à noite ou quando não come há mais de 4 horas. Neste caso o fígado não vê tanta insulina, então ele intensifica a produção de glicose para manter seus níveis dentro do normal. Quando as células do fígado se tornam resistentes à insulina, no entanto, elas não conseguem ver a insulina e portanto pensam, erroneamente, que os níveis de glicose estão baixos.

Então o fígado libera mais glicose apesar do fato de que já há glicose na corrente sangüínea esperando para entrar nas células musculares. O último e mais importante problema é a incapacidade do pâncreas, especificamente das células beta do pâncreas, de produzir insulina suficiente para fazer face a esta resistência. À medida que a glicose e os ácidos graxos se acumulam na corrente sangüínea, as células beta devem liberar quantidades excessivas de insulina para segui-los; eventualmente, esta demanda excessiva parece envenenar as células beta e elas começam a morrer. Quando chega a um ponto em que há bem poucas células beta ainda vivas, o nível de glicose no sangue aumenta consideravelmente, causando os níveis altíssimos de glicose que são vistos na diabetes não controlada.

Os remédios disponíveis para tratar os elevados níveis de glicose da diabetes funcionam nestas três áreas de problemas. Eles estimulam as células beta a produzir mais insulina, diminuem a produção de glicose pelo fígado e tornam as células musculares mais sensíveis à glicose. Embora a maioria das pessoas que têm diabetes tipo 2 ainda produza um pouco de insulina, não é suficiente para controlar os níveis de glicose. Os medicamentos ajudam o corpo a produzir insulina suficiente para controlar as taxas de açúcar.

Hoje, os medicamentos antidiabéticos orais disponíveis entram em 5 categorias: sulfoniluréias, biguanidas, inibidores de alfa-glicosidase, tiazolidinodionas (glitazonas) e glinidas. Os cinco tipos têm ações diferentes e ajudam o seu corpo de maneiras diversas. À medida que você e sua equipe começarem a considerar um ou mais destes remédios para ajudar a manter saudáveis as suas taxas de glicose, tenha certeza de estar completamente informado.

Como primeira etapa deste processo, faremos uma introdução a cada tipo de medicamento antidiabético nas próximas duas seções.

Esse artigo tem propósitos apenas informativos. NÃO FORNECE ORIENTAÇÕES MÉDICAS. Tanto o editor do Consumer Guide ®, da Publications International, Ltd., quanto o autor e o divulgador não se responsabilizam por nenhuma possível conseqüência dos tratamentos, procedimentos, exercícios, modificações de dieta, ação ou aplicação de medicação que resultem da leitura ou utilização das informações aqui contidas. A publicação dessas informações não constitui prática da medicina e não substitui as orientações de seu médico ou outro profissional da saúde. Antes de iniciar qualquer tratamento, o leitor deve procurar o conselho do seu médico ou de outro profissional de saúde.

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