Risco de doença arterial periférica (DAP) em diabéticos

A aterosclerose, o estreitamento dos vasos sangüíneos pela deposição de colesterol com alterações da parede do vaso, é uma conseqüência de vários fatores, entre eles a diabetes e a hipertensão. Embora a aterosclerose nas artérias coronárias seja responsável pela causa número um de morte na civilização ocidental, as artérias (vasos sangüíneos que transportam o sangue oxigenado) do resto do corpo também podem ficar obstruídas. O problema, conhecido como doença arterial periférica, ou DAP, atinge até 12 milhões de americanos, embora somente metade desenvolva os sintomas.

A DAP pode ocorrer nos braços e em outras partes do corpo, mas a maior parte geralmente atinge a região abaixo da cintura. Como o fluxo sangüíneo para os músculos das pernas ficam mais lentos, podem ocorrer dor e câimbra nas panturrilhas, nas coxas ou nos quadris durante uma caminhada. O desconforto acaba se você pára para descansar. Já que a dor vem e vai, é conhecida como claudicação intermitente.

Muitas pessoas que desenvolvem os sintomas da DAP nunca as mencionam para os médicos, achando que um pouco de dor é normal com a idade. Mas com o tempo, a falta de fluxo sangüíneo adequado aos membros inferiores pode levar a algumas conseqüências graves. Pouca circulação às extremidades inferiores pode levar a feridas horríveis, à gangrena e até à amputação de um ou dois pés.

As pessoas com diabetes têm de duas a três vezes mais chance do que as que não têm a doença de desenvolverem a DAP. Na verdade, assim como um diabético, quando você chega aos 50 anos, suas chances são de uma em três, aproximadamente, de desenvolver algum grau de doença arterial periférica. Além disso, quando comparados a outros pacientes com DAP, os diabéticos têm de 10 a 30 vezes mais chance de amputar um pé.

E acredite ou não, essa não é a parte mais assustadora. Os médicos chegaram a pensar na doença arterial periférica como um sinal de perigo - um aviso de que um paciente teria um infarto ou um derrame cerebral. Um estudo descobriu que 70% das pessoas que têm doença arterial periférica também têm obstruções graves nas artérias coronárias. Já outro estudo mostrou que a claudicação intermitente diminui a expectativa de vida em cerca de 10 anos.

A diabetes pode afetar a saúde do coração de um diabético de diversas formas. Manter o coração o mais saudável possível - enquanto controla o açúcar no sangue - é essencial. Fale com seu médico sobre possíveis riscos.

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Sobre o autor: Timothy Gower é um escritor freelancer e autor de vários livros. Seu trabalho apareceu em várias revistas e jornais, incluindo Prevention, Health, Reader's Digest, Better Homes and Gardens, Men's Health, Esquire, Fortune, The New York Times, and The Los Angeles Times.

Sobre os consultores: Dana Armstrong, nutricionista registrada, educadora certificada sobre diabetes, se formou em nutrição e dietética na Universidade da Califórnia, em Davis, e completou sua residência em nutrição no Centro Médico da Universidade do Nebraska, em Omaha. Em consultas particulares, durante 21 anos, ela desenvolveu programas educacionais que beneficiaram mais de 5 mil pacientes com diabetes. Ela é a co-fundadora e diretora de programa do Diabetes Care Center em Salinas, Califórnia.

Allen Bennett King, membro da Academia Americana de Médicos, Membro da Academia Americana de Epidemiologia, Educador Certificado sobre Diabetes, se formou e fez residência na Universidade da Califórnia, Berkeley; na Escola de Medicina da Universidade de Creighton; no Centro Médico da Universidade do Colorado e no Centro Médico da Universida de Stanford. Ele é o autor de mais de 50 trabalhos em ciência médica e fala nacionalmente sobre os novos avanços no diabetes.

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