Risco de derrame cerebral em diabéticos

Os médicos se referem ao derrame como acidente vascular cerebral. Os infartos e os derrames têm muito em comum. Assim como os infartos, os derrames ocorrem devido a uma perda repentina da circulação do sangue, nesse caso, ao cérebro. Tanto os derrames quanto os infartos são emergências médicas extremas - geralmente fatais ou associadas a incapacidades graves. E, como acontece com os infartos, a diabetes aumenta o risco de derrames cerebrais. Comparados à população em geral, os portadores de diabetes têm de duas a três vezes mais chance de sofrerem um derrame.

Para ser mais preciso, os diabéticos têm um risco maior de terem a variedade mais comum de derrame. Os derrames isquêmicos, responsáveis por 80 a 85% dos ataques, ocorrem quando um vaso sangüíneo que vai para o cérebro fica obstruído (a isquemia significa "perda de fluxo sangüíneo"). Podem ocorrer devido à formação gradual de material viscoso e gorduroso nas paredes dos vasos sangüíneos, da mesma forma que as placas se acumulam nas artérias que levam o sangue para o coração. Ou, um coágulo de sangue que se formou em algum lugar no corpo pode se soltar e flutuar para os vasos do cérebro para, finalmente, obstruir a circulação.

A outra forma de doença cerebrovascular é chamada de derrame hemorrágico, que ocorre quando um ponto fraco em um dos vasos sangüíneos do cérebro se rompe ou vaza. O excesso de sangue resultante faz pressão no cérebro. Os derrames hemorrágicos constituem cerca de 15 a 20% de todos os derrames e não parecem estar associados a diabetes.

Os resultados podem ser devastadores em qualquer tipo de derrame cerebral. Embora o cérebro tenha apenas 2% do peso do corpo, ele consome 20% do oxigênio e aproximadamente 15% do sangue que o coração bombeia. Quando os caminhos de suprimento de sangue rico em oxigênio estão obstruídos, as células do cérebro começam a morrer. A função que esses neurônios tiverem no corpo - como falar, andar e engolir - sofrerá e poderá ser perdida. Estudos mostram que uma pessoa com diabetes tem mais chance de morrer ou de sofrer lesões neurológicas irreversíveis (resultando em incapacidade permanente em conseqüência de um derrame) do que pessoas que não têm diabetes.

A boa notícia: se você tomar algumas atitudes para eliminar o risco de doença cardíaca, saiba que essas atitudes podem limitar o risco de derrame cerebral.

Você acha que infarto e insuficiência cardíaca são a mesma coisa? Não são. Descubra a diferença na próxima seção.

Para obter mais informações sobre diabetes e seu efeito no coração, acesse os links a seguir.


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