Embora não existam estudos conclusivos sobre a base neurológica da cleptomania, alguns desses estudos nos fornecem pistas sobre suas possíveis causas e sua localização no sistema nervoso. Aqui temos algumas, identificadas pelo psiquiatra Jon Grant da Escola de Medicina da Universidade de Minnesota [fonte: Grant].
Juntos, esses estudos apontam a parte frontal do cérebro, particularmente as conexões que envolvem a troca de informações com o sistema límbico (que controla o humor, emoções e desejos) como a base neurológica da cleptomania.
![]() Joe Raedle/Getty Images Antidepressivos podem ser usados para tratar a cleptomania, mas os resultados não são consistentes |
Neurocientistas notaram relação entre a serotonina e a adição a algum tipo de droga/medicamento e a depressão. E os transtornos de controle dos impulsos têm suas semelhanças com o comportamento de drogadição. Então, os transtornos de controle dos impulsos podem usar os mesmos neurotransmissores e, possivelmente, podem ser tratados com remédios que alteram o transporte e a recaptação neuronal de serotonina.
Inibidores seletivos de recaptação de serotonina (SSRI) como fluoxetina (Prozac), paroxetina (Paxil) e fluvoxamina (Luvox) têm sido usados para tratar a cleptomania, mas relatos sobre esses tratamentos apresentaram resultados confusos. Alguns apresentaram sucesso na diminuição dos sintomas da cleptomania, enquanto outros não indicaram nenhum efeito [fonte: Grant].
Do mesmo modo, tentativas de tratar a cleptomania com lítio (um estabilizador de humor) ou naltrexona (um opióide antagonista usado para tratar a adição à heroína e à morfina) não chegaram a nenhuma conclusão.
Como há falta clareza nos resultados das pesquisas em neurobiologia e falta de resultados positivos no tratamento farmacológico para a cleptomania, os psiquiatras têm usado terapias cognitivo-comportamentais [fonte: Grant].
Assim como o tratamento farmacológico, essas terapias cognitivo-comportamentais têm conseguido resultados confusos. É evidente que são necessários mais estudos comportamentais, neurológicos e farmacológicos da cleptomania, assim como de outros transtornos de controle dos impulsos. Mas o maior problema é que muitos desses comportamentos são tão raros entre a população que fica difícil juntar evidências científicas suficientes.
Para aprender mais sobre cleptomania, confira os links na próxima seção.