Introdução a Como funciona a cleptomania

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Mel Bouzard/Getty Images
A atriz Winona Ryder foi acusada de roubo a uma loja em 2002, mas ela não alegou cleptomania em sua defesa
Roubos em lojas dos Estados Unidos custam aos varejistas aproximadamente US$ 10 bilhões por ano [fonte: Grant]. Ladrões profissionais dão alguns prejuízos, mas os amadores são os responsáveis pela maior parte dos danos. A maioria dos ladrões amadores rouba para uso pessoal e não para revender, mas uma pequena porcentagem deles têm uma necessidade compulsiva de roubar. Roubar itens que não serão usados ou que não tenham valor monetário caracteriza um comportamento conhecido como cleptomania.

O roubo a lojas já é um problema há séculos, mas a cleptomania foi descrita como um transtorno psicológico apenas no começo de 1800. Somente a partir dos anos 50 é que ela foi reconhecida pela Associação de Psiquiatria americana como uma espécie de doença mental. Psiquiatras continuam debatendo se a cleptomania é uma doença mental distinta ou se é uma manifestação de algum transtorno psicológico. Embora haja pouca pesquisa sobre a neurobiologia da cleptomania, alguns estudos dão algumas dicas e alguns já experimentaram tratamento famacológico para esses casos.

Cleptomania como defesa jurídica

Usar a cleptomania como defesa jurídica para casos de roubo é difícil. Primeiro, o advogado (em inglês) de defesa deve argumentar que o acusado roubou sem intenções de lucro financeiro, vingança, raiva ou atrevimento. Depois, uma rigorosa avaliação psiquiátrica será feita e os critérios para um desfecho positivo são rígidos. Mesmo que a cleptomania seja diagnosticada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pode excluir essa possibilidade (juntamente com piromania e outros transtornos de controle dos impulsos) de defesa, de acordo com a Americans with Disabilities Act (Lei dos Americanos Portadores de Deficiência). Esse assunto tem sido longamente discutido no âmbito judiciário e psiquiátrico.

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Há muitas razões para se roubar uma loja: revenda, sustentar vício de drogas, uso pessoal e "adrenalina". A maioria dessas razões serve para justificar o roubo, mas não a cleptomania. A cleptomania é caracterizada pela necessidade impulsiva de roubar e muitos cleptomaníacos são descobertos pela primeira vez durante o roubo. O Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, o (DSM-IV) resumiu um critério para diagnosticar a doença.

  1. Com freqüência, o indivíduo não consegue resistir ao impulso de roubar itens que não são necessários ou que não tenham valor monetário.
  2. O indivíduo fica tenso antes do roubo.
  3. A tensão é aliviada pelo ato de roubar.
  4. O roubo não é conseqüência de raiva, vingança, desilusão, alucinações ou discernimento debilitado (demência, retardo mental, intoxicação álcoolica ou drogas).
  5. Outros transtornos psicológicos não contribuem para esse comportamento furtivo (como episódios de mania e comportamentos anti-sociais).

Neste artigo, vamos ver o que é a cleptomania, qual a freqüência com que ocorre, quem sofre com ela, o que pode causá-la e como ela pode ser tratada.­