![]() Mel Bouzard/Getty Images A atriz Winona Ryder foi acusada de roubo a uma loja em 2002, mas ela não alegou cleptomania em sua defesa |
O roubo a lojas já é um problema há séculos, mas a cleptomania foi descrita como um transtorno psicológico apenas no começo de 1800. Somente a partir dos anos 50 é que ela foi reconhecida pela Associação de Psiquiatria americana como uma espécie de doença mental. Psiquiatras continuam debatendo se a cleptomania é uma doença mental distinta ou se é uma manifestação de algum transtorno psicológico. Embora haja pouca pesquisa sobre a neurobiologia da cleptomania, alguns estudos dão algumas dicas e alguns já experimentaram tratamento famacológico para esses casos.
Usar a cleptomania como defesa jurídica para casos de roubo é difícil. Primeiro, o advogado (em inglês) de defesa deve argumentar que o acusado roubou sem intenções de lucro financeiro, vingança, raiva ou atrevimento. Depois, uma rigorosa avaliação psiquiátrica será feita e os critérios para um desfecho positivo são rígidos. Mesmo que a cleptomania seja diagnosticada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pode excluir essa possibilidade (juntamente com piromania e outros transtornos de controle dos impulsos) de defesa, de acordo com a Americans with Disabilities Act (Lei dos Americanos Portadores de Deficiência). Esse assunto tem sido longamente discutido no âmbito judiciário e psiquiátrico. |
Há muitas razões para se roubar uma loja: revenda, sustentar vício de drogas, uso pessoal e "adrenalina". A maioria dessas razões serve para justificar o roubo, mas não a cleptomania. A cleptomania é caracterizada pela necessidade impulsiva de roubar e muitos cleptomaníacos são descobertos pela primeira vez durante o roubo. O Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, o (DSM-IV) resumiu um critério para diagnosticar a doença.
Neste artigo, vamos ver o que é a cleptomania, qual a freqüência com que ocorre, quem sofre com ela, o que pode causá-la e como ela pode ser tratada.