Cada um dos dentes é composto por uma camada interna de dentina e uma camada externa mais dura de esmalte, que protege os dentes. Ao ingerir alimentos e bebidas, outra camada vai se formando gradualmente por cima da camada de esmalte. Basicamente, esse material se acumula e forma uma película sobre o esmalte.
Um dentista consegue limpar esta película com raspagens e tratamentos químicos. Na verdade, até a escovação pode tirar um pouco dela. Os cremes dentais branqueadores são projetados para agir ainda mais sobre essa película.
Mas o problema é o seguinte: como essa película fica sobre seus dentes durante anos, o material dela acaba penetrando no esmalte. O esmalte é composto por pequenos "bastões" hexagonais de cristais de hidroxiapatita, ou seja, ele é poroso e deixa agentes causadores de manchas penetrarem no dente. Nem esfregando insistentemente elas sairão. Embora essas manchas mais profundas sejam praticamente inofensivas, a maioria das pessoas não as consideram atraentes.
É nesse ponto que entram os verdadeiros clareadores. Basicamente, usam-se produtos químicos de branqueamento para entrar no esmalte do dente e iniciar uma reação química (uma reação de oxidação, para ser mais exato) que vai partir os compostos que causam as manchas.
A maioria dos clareadores usa peróxido de carbamida ou peróxido de hidrogênio (o mesmo usado para clarear cabelos). Ao ser utilizado na boca, o peróxido de carbamida se quebra em peróxido de hidrogênio e uréia, com o primeiro sendo o ingrediente ativo do clareamento.
Há várias maneiras diferentes de iniciar esse processo. Vamos dar uma olhada nas opções principais.