Nem todas as pessoas que sofrem de obesidade (em inglês) podem fazer a cirurgia para perda de peso. Embora as orientações possam variar, geralmente a cirurgia é recomendada para pessoas com o IMC (Índice de Massa Corpórea) igual ou acima de 40, portadoras de obesidade mórbida ou super obesidade. Há casos de pacientes cujo IMC (índice de massa corporal) está entre 35 e 40 em que a cirurgia é recomendada pelo fato de sofrerem de alguma complicação causada pela obesidade, como a diabetes (em inglês). Calcule aqui seu IMC.
Além das qualificações do IMC, os pacientes devem ser obesos por mais de três anos e ter tentado perder peso com dietas, exercícios e medicamentos sem sucesso. Em virtude do ganho de peso ser muitas vezes resultado de fatores psicológicos, os pacientes devem passar por avaliação psiquiátrica antes de fazer a cirurgia. Os critérios psicológicos incluem avaliações de quaisquer comportamentos auto-destrutivos, depressão (em inglês) ou uso excessivo de substâncias. Embora rigorosos, esses critérios são essenciais para garantir o sucesso da cirurgia e, conseqüentemente, da perda de peso.
Apesar de os médicos normalmente não fazerem cirurgia de derivação gástrica em adolescentes, ela pode ser necessária em certas situações. Os médicos podem pensar em cirurgia nos adolescentes que possuem um IMC de 40 ou mais, que tentaram perder peso durante pelo menos seis meses, que têm complicações graves devido à obesidade e que tenham atingido a estatura adulta. Os meninos geralmente chegam à estatura adulta por volta dos 15 anos, e as meninas, dos 13.
Os riscos
A cirurgia de derivação gástrica possui alguns riscos como de outras cirurgias, como infecção no local da incisão, perda excessiva de sangue e coágulos. O procedimento também tem seus próprios riscos, incluindo o desenvolvimento de cálculos biliares (em inglês), vazamentos do estômago, hérnias (em inglês) e bloqueios intestinais. Em alguns casos, a ligação recentemente feita entre o estômago e os intestinos pode ser estreita. Esse estreitamento geralmente resulta em náusea e vômito logo após uma refeição.
![]() Julia Freeman-Woolpert, SXC Seu índice de massa corporal leva em consideração seu peso e altura |
Alguns pacientes também podem sofrer do que conhecemos como síndrome de descarga. Essa complicação é resultado do movimento rápido do alimento pelo corpo. Pode fazer o paciente se sentir enjoado e com aumento da produção de suor. A ingestão de doces pode provocar fraqueza e diarréia forte. O açúcar tende a ser especialmente irritante devido a sua alta osmolaridade. Essa é uma medida da pressão osmótica, que está relacionada à velocidade com que os líquidos cruzam através de uma membrana. Por exemplo, como o acúcar tem alta osmolaridade, quando ele chega ao intestino sai água das células da parede do intestino para a sua luz causando a diarréia. Quando alimentos com alta osmolaridade chegam ao intestino delgado, eles absorvem boa parte do líquido do intestino. Os pacientes que se submeteram à cirurgia de derivação gástrica deveriam utilizar açúcares naturais, como os encontrados nas frutas, que geralmente não provocam a diarréia.
Outras complicações podem ocorrer se o paciente não seguir a dieta recomendada após a operação. O excesso de comida pode fazer com que os grampos se soltem e o estômago retorne ao tamanho original. A substituição dos grampos requer uma nova cirurgia.Como todo procedimento cirúrgico, a cirurgia bariátrica tem seu próprio risco. Além disso, como freqüentemente os pacientes são diabéticos e hipertensos, o risco aumenta ainda mais.
Agora, veremos o que acontece antes da cirurgia.