Introdução


­insensibilidade congênita à dor

­Os dons de um super-herói se manifestam de diversas maneiras, identificando-o como uma pessoa diferente. Uma garota, em um episódio de "Grey's Anatomy", pensava ser uma super-heroína porque não sentia dor. Era possível chutá-la, beliscá-la, arranhá-la, queimá-la e ela não sentia absolutamente nada, mas na verdade ela não era uma super-heroína. Ela tinha um distúrbio raro chamado de insensibilidade congênita à dor.

­Talvez você pense que o fato de não sentir dor seja uma bênção - nada de lágrimas, analgésicos ou dores prolongadas - mas, na verdade, isso pode ser perigoso. A dor indica quando você se esforçou demais, quando está numa situação da qual precisa sair e quando existe algo de errado. Se pisa em um caco de vidro ou bate a cabeça com muita força, você sabe que precisa de atendimento médico. Mas o que fazer se nunca sente dor?

As pessoas com CIPA não sentem dor, mas sentem o toque e a pressão.

Fotógrafo: Jay M Schulz | Agência: Dreamstime.com
As pessoas com CIPA (insensibilidade congênita à dor com anidrose) não sentem dor, mas sentem o toque e a pressão

A insensibilidade congênita à dor e a CIPA - insensibilidade congênita à dor com anidrose (em inglês) fazem parte de uma família de distúrbios chamados de HSAN, que significa neuropatia sensorial e autônoma hereditária. Discutiremos a HSAN posteriormente, mas, basicamente, as pessoas com esse tipo de distúrbio têm problemas para sentir dor e temperatura.

As pessoas com insensibilidade congênita à dor e CIPA têm uma perda grave da percepção sensorial. Podem sentir a pressão, mas não a dor, por isso, estão mais propensas a se machucarem ou se cortarem sem que percebam. Essa incapacidade de sentir dor física não se estende à dor emocional - as pessoas com CIPA sentem dor emocional como qualquer outra pessoa.

Nesse artigo, veremos o que é a CIPA e quem está propenso a tê-la. Também falaremos sobre como as pessoas com CIPA enfrentam o distúrbio no dia-a-dia. ­