Introdução


­olfato

­O olfato é geralmente nossa primeira resposta aos estímulos. Ele nos alerta sobre o fogo antes de vermos as chamas. Ele nos faz recuar antes de colocar­mos comida estragada na boca. Mas, apesar de ser um sentido básico, está também na vanguarda da pesquisa neurológica. Cientistas estão pesquisando como, precisamente, captamos substâncias odorantes, processamos essas substâncias, e as interpretamos como odores. Por que pesquisadores, perfumistas, desenvolvedores, e até mesmo agências do governo estão tão curiosos sobre o olfato? O que torna um sentido aparentemente rudimentar tão irresistível?

cheiro de fogo
Fotógrafo: Christian Bernfeld | Agência: Dreamstime
O olfato é a nossa primeira resposta a perigos como fogo ou vazamento de gás
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O olfato, assim como o paladar, é um sentido químico detectado por células sensoriais chamadas de quimioreceptores. Quando uma substância odorante estimula os quimioreceptores no nariz que detectam odores, eles transmitem impulsos elétricos para o cérebro. O cérebro então interpreta os padrões de atividade elétrica como odores específicos e a sensação olfativa torna-se percepção - algo que podemos reconhecer como um odor. O único sistema químico que consegue rapidamente identificar, interpretar e memorizar novas moléculas é o sistema imunológico.

Mas o olfato, mais do que qualquer outro sentido, está também intimamente ligado às partes do cérebro que processam emoções e a aprendizagem associativa. No cérebro, o bulbo olfativo organiza sensações em percepções, e é parte do sistema límbico - sistema que inclui a amígdala e o hipocampo, estruturas vitais para nosso comportamento, humor e memória. Esta ligação com o centro emocional do cérebro torna o olfato uma fronteira fascinante para a neurociência, a ciência comportamental e a propaganda.

Neste artigo, veremos como os seres humanos percebem odores, como eles despertam a memória e as maneiras interessantes (e, às vezes, incomuns) de manipular odores e a percepção olfativa.