Causas genéticas da diabetes tipo 2

Se você tem diabetes tipo 2, pode ter começado a se arrepender de cada coca-cola e doce que já consumiu. Comer todo aquele açúcar fez você desenvolver a diabetes?

A resposta precisa a essa pergunta é "Não exatamente". Provavelmente esse não foi o problema. O consumo de alimentos com açúcar não causa a diabetes. Entretanto, comer muito qualquer tipo de alimento - não importando se sejam bombons ou cheese-burguers com bacon - pode fazer com que você engorde. E engordar piora a resistência à insulina, alteração que é o foco principal da diabetes tipo 2.

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Os doces não são a única causa da diabetes tipo 2, o histórico familiar também tem um importante papel

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, 41 milhões de americanos são resistentes à insulina. Isso é aproximadamente 14% da população americana. Agora se você tiver prestado atenção e tomado notas, você deve ter se perguntado:

  • se mais de 40 milhões de americanos são resistentes à insulina, porque somente 21 milhões tem diabetes?
  • se a obesidade piora a resistência à insulina e esta pode levar à diabetes tipo 2, porque pessoas magras também desenvolvem a doença?

A resposta à primeira pergunta contém duas notícias - uma boa e uma ruim - para as pessoas resistentes à insulina, mas que nunca desenvolveram a diabetes tipo 2. Apesar de o pâncreas ter que trabalhar muito para atender à demanda, ele ainda é capaz de produzir insulina suficiente para “abrir a porta das células” células em todo o corpo. Isso significa que a glicose é queimada como energia ao invés de ficar no sangue, onde pode danificar os órgãos. As pessoas com resistência à insulina necessitam de mais insulina para usar a glicose normalmente, mas o pâncreas consegue atender à demanda. Entretanto, ter a insulina inundando a corrente sangüínea pode aumentar o risco de infarto.

Enquanto isso, cerca de 5 a 10% das pessoas com resistência à insulina não consegue produzir insulina suficiente para injetar o açúcar sangüíneo nas células, então elas eventualmente desenvolvem a diabetes tipo 2. As pessoas com a diabetes tipo 2 parecem ter nascido com genes que as tornam suscetíveis à doença. Na verdade, a probabilidade do pai ter o risco da diabetes tipo 2 é maior que a diabetes tipo 1: mais de 2/3 das crianças com diabetes tipo 2 possuem um dos pais com problemas de controle dos níveis de açúcar no sangue (confira o artigo Diabetes tipo 1 para obter mais detalhes). Os cientistas estão estudando os genes que controlam a maneira como o pâncreas libera insulina quando a glicose atinge a corrente sangüínea. As pessoas com diabetes tipo 2 parecem herdar os defeitos nesses genes que fazem a insulina perder a eficiência com o passar do tempo.

Se você assiste aos noticiários já sabe que os genes não são os únicos fatores que aumentam o risco de diabetes tipo 2. Na próxima seção, veremos a ligação entre o peso e a diabetes tipo 2.

Para mais informações sobre a diabetes tipo 2, consulte os links a seguir.

  • Para saber mais sobre a diabetes em geral, incluindo o diagnóstico, causas, sintomas e tratamentos, leia o artigo Diabetes.
  • O artigo Diabetes tipo 2 apresenta uma visão geral desta forma mais comum de diabetes.
  • Descubra os diversos sinais da diabetes tipo 2, desde o aumento da sede e fome até as infecções freqüentes e visão turva, em Sintomas da diabetes.
  • Para uma variedade de opções de tratamento, leia Tratamento para a diabetes tipo 2 (em inglês).

Esses dados são apenas informativos. ELES NÃO SUBSTITUEM AS ORIENTAÇÕES MÉDICAS. Nem os editores de Consumer Guide (R), Publications International, Ltd., nem o autor e nem a editora se responsabilizam por quaisquer conseqüências possíveis oriundas de qualquer tratamento, procedimento, exercício, modificação alimentar, ação ou aplicação de medicação resultante da leitura ou aplicação das informações aqui contidas. A publicação dessas informações não constitui prática de medicina, e elas não substituem a orientação de seu médico ou de outros profissionais da área médica. Antes de iniciar qualquer tipo de tratamento, o leitor deve buscar o conselho de seu médico ou de outro profissional da área de saúde.