Como funcionam as cáries e as obturações

Autor: 
Dr. Jerry Gordon
cáries

Há pouquíssimas coisas que as pessoas fazem todos os dias. Dentre elas estão comer, dormir e respirar. Por isso é incrível que, para quase todas as pessoas, escovar os dentes esteja nessa categoria. Você pode se perguntar por que escovar os dentes ganhou tanta importância, e por que você guarda na memória que a escovação é algo necessário desde a sua infância. A resposta é: o medo das cáries. Ninguém quer ter cáries quando faz uma visita ao dentista!

Neste artigo explicaremos como as cáries se formam e como os dentistas criaram as obturações para reconstruir os danos que elas causam. Também explicaremos o que pode ser feito para prevenir o aparecimento das cáries.

Anatomia dos dentes
Para entender como funcionam as cáries, precisamos saber o básico sobre a anatomia do dente. O dente é composto por muitas camadas, a camada mais externa (acima da linha da gengiva) é chamada de esmalte. O esmalte é a substância mais dura e mineralizada do corpo. Logo abaixo da gengiva, uma substância chamada cimento do dente cobre a raíz. Sob o esmalte e o cimento, fica a dentina. A dentina é tão resistente quanto um osso, e diferente do esmalte, contém nervos na raíz. Abaixo da dentina existe a polpa dental. A polpa é um tecido vascular, composto de capilares, grandes veias sangüíneas, tecido conectivo, fibras nervosas e células, incluindo odontoblastos, fibroblastos, macrófagos e linfócitos. A polpa alimenta o dente durante seu crescimento e desenvolvimento. Depois do dente se formar completamente, a única função da polpa é permitir que saibamos, através da dor, se o dente está danificado ou infectado.