Hoje, a ciência consegue apenas tapar pontos de calvície ou interromper a queda de cabelo. E se fosse possível fazer o cabelo crescer novamente um dia? As pesquisas estão em constante movimento nessa direção.
Em 1990, um cientista chamado Colin Jahoda da Universidade de Durham retirou células do folículo capilar de sua cabeça, cultivou-as em um laboratório e depois as implantou no braço da sua esposa. Eventualmente, um fio escuro e espesso saiu entre o pêlo fino e loiro do braço dela. Quando o pêlo foi analisado, ele continha o DNA de Colin. Entusiasmado com seus resultados, Jahoda tentou um experimento similar em ratos. Em 1992, ele retirou células do folículo do bigode de um rato, copiou-as em laboratório e as implantou no ouvido do rato. O rato apresentou um bigode crescendo de seu ouvido.
![]() David Hutchinson/AFP/Getty Images Amanda Reynolds, a esposa de Colin Jahoda da Universidade Durham, na Grã-Bretanha, que teve um folículo capilar transplantado da cabeça de seu marido |
Desde então, os pesquisadores têm tentado multiplicar células de folículos capilares. Células de folículo capilar podem mudar não só elas mesmas, mas também as células ao seu redor. A idéia seria clonar as células em laboratório e, depois, implantá-las na cabeça de um ser humano, onde se desenvolveriam em células de folículo reais, criando cabelo de verdade.
Ainda mais maleáveis, temos as células-tronco, que conseguem se transformar em vários tipos diferentes de células. Quando pesquisadores da Universidade de Rockefeller transplantaram células-tronco em ratos sem pêlos geneticamente modificados, eles apresentaram partes de pêlo. Agora, os cientistas estão tentando replicar os efeitos em seres humanos.
Outra vertente de pesquisa sobre regeneração de cabelo está focada nos genes. Cientistas da Universidade da Pennsylvania descobriram um gene, chamado wnt, que produziu novos folículos capilares em ratos. Os pesquisadores esperam que um dia seja possível utilizar esse gene ou similares para criar novos folículos. Com a terapia genética, os cientistas também serão capazes de, eventualmente, bloquear a ação dos genes que causam a perda de cabelo. Entretanto, devido à perda de cabelo envolver uma complexa interação de genes e hormônios, uma "cura" para a calvície ainda está muito longe de surgir.
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