Introdução


cálculo renal

Litíase urinária e calculose renal são os nomes que os médicos dão para uma das mais antigas doenças da humanidade, a única que é citada no Juramento a Hipócrates que todos os médicos declamam na solenidade de graduação. A litíase renal, que é a formação de pedras nos rins, é muito comum em todas as populações. As pedras são formadas nos rins, podem descer pelos ureteres, chegar à bexiga e serem expelidas pela uretra.

Entre 10 e 15% da população pode apresentar, em algum momento da vida, pelo menos um episódio de cólica nefrética, que é quando a pedra sai do rim e passa pelos ureteres em direção à bexiga, causando uma forte dor em cólica. A migração da pedra dentro do ureter dá uma dor em cólica de forte intensidade que geralmente obriga a pessoa a procurar o pronto socorro.

Em geral, o cálculo renal é mais freqüente em homens do que em mulheres (3:1), atinge mais comumente pessoas dos 25 aos 35 anos e é mais comum em brancos do que nas outras raças. Tem um padrão familiar mostrando a presença de um componente genético. Fatores ambientais, como a dieta, também são muito importantes na gênese da litíase.

Conheça os fatores que influenciam no aparecimento de cálculo:

  1. Baixo volume de urina
  2. Excesso de eliminação de cálcio na urina
  3. Diminuição da eliminação de citrato na urina
  4. Fatores dietéticos:
    • Baixa ingestão de líquidos
    • Tipo de líqüido ingerido
    • Alta ingestão de cloreto de sódio
    • Alta ingestão de proteínas
    • Ingestão baixa de cálcio

Depois que uma pessoa tem um episódio de litíase, ela tem 15% de chance de ter um novo episódio no ano seguinte, de 35 a 40% de chance de um novo episódio em 5 anos e de 60 a 70% de um novo episódio em 10 anos.

Cerca de 30% dos pacientes vai precisar de algum tipo de internação em pronto socorro ou enfermaria por causa do cálculo; e cerca de 15% vai precisar fazer algum procedimento cirúrgico ou endoscópico para tirar o cálculo.