Benefícios de monitorar o açúcar no sangue

Autor: 
Timothy Gower

Saber se o nível de açúcar no seu sangue está alto, baixo ou ideal é o que vai indicar qual o tipo de dieta que você deve seguir, se você precisa ou não de medicação e de que maneira você pode se exercitar. Por exemplo, se a leitura mostrar que o nível de açúcar do seu sangue está baixo demais, você já vai saber que é hora de "mandar ver" em um alimento rico em carboidratos (ou tomar uma pílula de glicose, que você pode guardar junto ao seu medidor) para elevar seus níveis.

Se a leitura indicar que o açúcar no sangue está alto, isso significa que você precisa diminuir seus níveis de glicose para o normal. A maneira de fazer isso dependerá do seu tratamento pessoal de diabetes. Algumas medicações, tais como sulfoniluréias, diminuem os níveis de glicose, aumentando a produção de insulina. Outros medicamentos, tais como as glitazonas (TZDs) e a metformina, diminuem os níveis de glicose ao diminuir a resistência à insulina ou a produção de glicose pelo fígado.

Além do mais, ficar bem atento aos seus níveis de açúcar fornecerá ao seu médico informações essenciais para a escolha de quais tratamentos vão funcionar melhor para você. Por fim, saber que você está mantendo níveis saudáveis e adequados de açúcar no sangue garante alguma segurança com relação a algumas das complicações causadas pela diabetes.

Monitorar ou não monitorar

Você deve monitorar sua glicose? Se você está lendo esse artigo, então provavelmente a resposta é sim. A maioria dos especialistas concorda que o monitoramento é mais importante, tornando-se essencial, obrigatório para pessoas com diabetes tipo 1 e qualquer um com diabetes que tome insulina ou medicamentos para diminuir os níveis de insulina.

Para ser mais específico, a Associação Americana de Diabetes recomenda o controle da glicose para qualquer um que:

  • tome insulina ou remédio para diabetes.
  • esteja recebendo terapia intensiva com insulina.
  • esteja grávida.
  • tenha dificuldades para controlar os níveis de glicose.
  • esteja com níveis severamente baixos de glicose ou esteja produzindo cetonas devido aos altos níveis de glicose no sangue.
  • esteja com níveis muito baixos de glicose no sangue, sem sentir os sinais habituais de alerta.

No entanto, mesmo que nenhum desses perfis se aplique a você, você não gostaria de saber agora mesmo se o nível de açúcar no seu sangue está aumentando sem você saber? Checando sua glicose uma vez ao dia (o processo leva apenas três minutos), você consegue diagnosticar um problema antes que ele fique fora de controle. Fazer registro constante, outra parte essencial do controle dos níveis de glicose, aumenta em mais cinco minutos sua rotina de cuidados.

Para sua segurança, pergunte ao seu médico, ou a outro profissional do assunto, quando e com que freqüência você deve testar sua glicose. Enquanto não há regras estabelecidas para os pacientes tipo 2 que tomam medicamentos orais, os usuários de insulina são aconselhados a checar seu sangue pelo menos quatro vezes ao dia, preferencialmente antes de cada refeição e na hora de dormir. Embora a freqüência de teste não seja padronizada, é recomendada especialmente para que você obtenha informações para uma avaliação de possíveis mudanças de tratamento.

Por exemplo, você pode fazer o teste antes de uma refeição para avaliar sua glicose basal; duas horas após uma refeição para avaliar o efeito do alimento; antes, durante ou depois de exercitar-se para determinar o efeito dos exercícios sobre a glicose; e no meio da noite, caso você tenha preocupações em relação à hipoglicemia (baixo nível de açúcar). As gestantes que tomam insulina ou têm diabetes gestacional devem também testar seu sangue com freqüência. E há circunstâncias específicas nas quais é uma boa idéia monitorar o açúcar do sangue. Por exemplo, quando seu médico prescreve um remédio novo ou muda a dosagem.

Para mais informações sobre açúcar no sangue e diabetes, confira os links a seguir.


­Sobre os autores: Timothy Gower é um escritor freelancer e autor de vários livros. Seu trabalho apareceu em várias revistas e jornais, incluindo Prevention, Health, Reader's Digest, Better Homes and Gardens, Men's Health, Esquire, Fortune, The New York Times, and The Los Angeles Times.

Sobre os consultores: Dana Armstrong, nutricionista registrada, educadora certificada sobre diabetes, se formou em nutrição e dietética na Universidade da Califórnia, em Davis, e completou sua residência em nutrição no Centro Médico da Universidade do Nebraska, em Omaha. Em consultas particulares, durante 21 anos, ela desenvolveu programas educacionais que beneficiaram mais de 5 mil pacientes com diabetes. Ela é a co-fundadora e diretora de programa do Diabetes Care Center em Salinas, Califórnia.

Allen Bennett King, membro da Academia Americana de Médicos, Membro da Academia Americana de Epidemiologia, Educador Certificado sobre Diabetes, se formou e fez residência na Universidade da Califórnia, Berkeley; na Escola de Medicina da Universidade de Creighton; no Centro Médico da Universidade do Colorado e no Centro Médico da Universida de Stanford. Ele é o autor de mais de 50 trabalhos em ciência médica e fala nacionalmente sobre os novos avanços no diabetes.
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