Pesquisa sobre nicotina e droga

Mulher com um emplastro no ombro
Imagem cedida por Dreamstime
Quando introduziu-se o emplastro de nicotina, os pesquisadores começaram a estudar a nicotina de uma
forma diferente

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A nicotina pode até trazer alguns benefícios à saúde, mas o problema foi "o sistema de distribuição", diz Don deBethizy. DeBethizy é diretor da Targacept, uma empresa de biotecnologia separada da R.J. Reynolds Tobacco Company e dedicada à pesquisa de drogas relacionadas à nicotina [Fonte: Wired (em inglês)]. Ninguém deveria fumar (em inglês), mastigar tabaco (em inglês), nem usar emplastro (em inglês) por sua saúde, especialmente aqueles que sofrem de condições médicas pré-existentes. O desafio para os cientistas é descobrir uma maneira de obter medicamentos a partir da nicotina ou encontrar um substituto seguro para os compostos, como a nornicotina.

Já mencionamos que a promoção da nicotina no crescimento dos vasos sangüíneos pode ajudar os pacientes com diabetes. A empresa farmacêutica CoMentis está testando um gel de nicotina, aplicado às áreas que necessitam para estimular a circulação e o desenvolvimento dos vasos sangüíneos.

A Targacept está realizando testes clínicos de duas drogas relacionadas à nicotina. Um é para estimular a função cognitiva nos pacientes com esquizofrenia (em inglês) e Alzheimer (em inglês); o outro é um analgésico para ser tomado após a extração de um dente. Esses dois tratamentos completamente diferentes são feitos com base na nicotina.

Embora ainda não esteja disponível nenhuma droga derivada da nicotina, muitas estão em fase de desenvolvimento ou teste. A variedade de condições a serem estudadas reflete a excitação sentida na comunidade científica para o potencial da nicotina: ansiedade (em inglês), depressão, doença de Alzheimer, síndrome de Tourette (em inglês), TDAH (em inglês), doença de Parkinson (em inglês), diabetes e esquizofrenia. Muitas dessas condições são de natureza psicológica. Pesquisadores apontam que é bem provável que não seja coincidência o fato de que 50% dos fumantes possuírem problemas de saúde mental e que a chance de as pessoas depressivas serem fumantes é duas vezes maior do que não-fumantes. O Dr. Ed Levin, um notável pesquisador da nicotina na Duke University, considera-a uma forma de auto-medicação [Fonte: Wired (em inglês)]. Geralmente também é mais difícil para as pessoas depressivas pararem de fumar.

Pode levar anos para vermos qualquer droga derivada de nicotina no mercado. Tirar uma droga da pesquisa e colocá-la no mercado pode exigir centenas de milhões de dólares e anos de trabalho - sem mencionar os muitos estágios de testes e aprovação do governo. Ainda assim, um dia poderemos ver a nicotina como vemos o ópio, a dedaleira e a erva-moura. De um lado, são substâncias altamente perigosas; do outro, são tratamentos médicos vitais, que podem até salvar vidas.

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