Sintomas do autismo

Autor: 
Stephanie Watson

Nos primeiros meses de vida do bebê, os pais de uma criança autista podem começar a sentir que algo está errado. Podem notar que a criança, que antes parecia normal em todos os sentidos, está agindo de maneira estranha, recusando o contato visual, a apontar os brinquedos ou a falar.

Mesmo que os sinais possam aparecer antes dos dois anos, a maioria das crianças não é diagnosticada com autismo até os quatro ou cinco anos de idade, de acordo com o CDC. Parte da razão desse atraso é que os sintomas de autismo podem se parecer muito as de outras doenças, por isso que a avaliação do autismo é um processo de várias etapas que envolve diversos profissionais de saúde.

A primeira etapa para diagnosticar o autismo começa com um teste de desenvolvimento administrado pelo pediatra da criança. Se esse teste sugerir uma DEA, a etapa seguinte é juntar uma equipe de especialistas, que pode incluir psicólogo, neurologista, psiquiatra infantil, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e possivelmente outros profissionais. Esses profissionais avaliarão a criança para saberem se ela tem problemas genéticos ou neurológicos, assim como habilidades cognitivas e lingüísticas. A avaliação pode incluir observações, entrevistas com os pais, histórico do paciente, avaliações da fala e linguagem e testes psicológicos.

Os testes de avaliação de autismo incluem:

  • o ADOS-G (Autism Diagnostic Observation Schedule - Programa de Observação Diagnóstica do Autismo): teste de observação usado para identificar comportamentos sociais e de comunicação atrasados;
  • a ADI-R (Autism Diagnosis Interview-Revised - Entrevista para Diagnóstico de Autismo - revisada): entrevista que avalia as habilidades sociais e de comunicação da criança;
  • CARS (Childhood Autism Rating Scale - Escala de Classificação do Autismo Infantil): teste de observação para determinar a gravidade do autismo, que utiliza uma escala de 15 pontos para avaliar as habilidades de comunicação verbal, audição, uso do corpo e relações sociais da criança;
  • o Autism Screening Questionnaire (Questionário de Avaliação do Autismo): é usada uma escala de 40 perguntas em crianças de quatro anos ou mais para avaliar as habilidades sociais e comunicativas.


Psicólogos e outros profissionais geralmente usam o Autism Diagnoistic Observation Schedule para identificar nas crianças atraso nos comportamentos sociais e comunicativos.
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cedida por Western Psychological Services

Psicólogos e outros profissionais geralmente usam o Autism Diagnostic Observation Schedule para identificar nas crianças atraso nos comportamentos sociais e comunicativos

De acordo com o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (Manual de Estatística e Diagnóstico de Transtornos Mentais) da American Psychiatric Association (Associação Americana de Psiquiatria, quarta edição (DSM-IV), as crianças com autismo atendem pelo menos seis dos seguintes critérios:

  • problemas sociais:
    • não usam adequadamente os comportamentos não-verbais, como gestos e expressões faciais;
    • não conseguem se relacionar com crianças da mesma idade;
    • não compartilham espontaneamente objetos ou interesses com os outros;
    • não apresentam reciprocidade social ou emocional.
  • problemas comunicativos:
    • são lentos para falar;
    • têm dificuldade para manter uma conversa;
    • usam a mesma linguagem de modo repetido;
    • não participam de atividades com crianças da mesma idade ou de jogos sociais.
  • comportamentos repetitivos:
    • são extremamente preocupados com um ou mais interesses;
    • são inflexíveis e não gostam de mudar a rotina;
    • repetem os movimentos ou os modos (como bater os braços, acenar ou torcer);
    • preocupam-se com as peças dos objetos.

A seguir, veremos os tratamentos convencionais para o autismo.


Descobrimento do autismo


Embora possa parecer que o autismo tenha surgido apenas recentemente, os cientistas acreditam que as crianças mostravam esse comportamento já no século XVIII. O autismo não era formalmente reconhecido como uma condição única até 1943, quando o Dr. Leo Kanner, do Hospital Johns Hopkins, estudou 11 crianças com problemas graves de linguagem e socialização e publicou a primeira descrição real do autismo. Na mesma época, o Dr. Hans Asperger, da Alemanha, descreveu a síndrome que agora leva seu nome, com base na sua pesquisa com 400 crianças.