![]() Imagem cedida por Dreamstime (em inglês) Algumas pessoas criaram a teoria de que certas vacinas na infância e as vacinas preventivas podem levar ao autismo, embora as pesquisas atuais indicam que não há nenhuma ligação
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Provavelmente, esses genes preparam o terreno para o autismo, mas é possível que fatores ambientais realmente desencadeiem a doença. Vários fatores ambientais foram associados ao autismo, desde infecções virais à exposição a substâncias químicas, como mercúrio, chumbo ou difenil policlorinado, um grupo de substâncias químicas que já foram utilizadas como lubrificantes e para resfriamento em motores. Algumas pesquisas sugeriram que a exposição pré-natal a substâncias como talidomida (medicamento utilizado nas décadas de 50 e 60 para tratar enjôos matinais e câncer) ou ácido valpróico (medicamento usado para tratar a eptepsia, pode fazer com que a criança desenvolva autismo.
Em 1998, um estudo inglês feito pelo Dr Andrew Wakefield chamou a atenção do mundo sobre um possível responsável ambiental: as vacinas infantis. Seu pequeno estudo sugeria que a vacína tríplice (sarampo, caxumba, rubéola (em inglês)) causava uma infecção nos intestinos, que levava a distúrbios gastrointestinais e de desenvolvimento vistos no autismo. Como as crianças são vacinadas mais ou menos na mesma idade em que o autismo é diagnosticado, a teoria de que as vacinas eram as culpadas ganhou popularidade. Além das questões das vacinas, outra pesquisa indicava que a exposição ao timerosal, uma substância à base de mercúrio que foi utilizada como um conservante de vacinas (principalmente das de difteria, tétano, coqueluche; Haemophilus influenzae tipo B (Hib); e Hepatite B, poderia afetar o desenvolvimento do cérebro e desencadear o autismo. Em 2004, o Instituto de Medicina fez uma revisão completa de todas as evidências relacionadas às vacinas e ao autismo e concluiu que não havia nenhuma ligação aparente entre o timerosal ou a vacina tríplice e o autismo. Outros estudos maiores chegaram às mesmas conclusões. Porém, a discussão sobre vacinas e autismo continua, e a pesquisa está em andamento.
Em seguida, trataremos do cérebro e do autismo.
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