Pacientes com insuficiência cardíaca

Um novo estudo realizado pelo Health System da Universidade de Michigan e pelo VA Ann Arbor Healthcare System esclarece o grau de incapacidade entre as pessoas com insuficiência cardíaca - e as implicações para o sistema de saúde, os estabelecimentos de tratamento, as famílias e para os próprios pacientes. O estudo se baseou nas respostas de 10.626 entrevistados com 65 anos ou mais.

cirurgia de desvio cardíaco
William F. Campbell/Time & Life Pictures/Getty Images
Os médicos fazem uma cirurgia de ponte safena (revacularização miocárdica), uma opção para os pacientes com insuficiência cardíaca

O estudo confirmou que pacientes com insuficiência cardíaca tinham muito mais chance de terem dificuldade para realizar as atividades do dia a dia, como ir ao supermercado e andar dentro de casa. Além disso, também tinham uma chance maior de precisarem de cuidados familiares e de tratamento em casas de repouso. O estudo também chegou a outras conclusões.

  • Pessoas com insuficiência cardíaca tinham mais chance de receber tratamento em domicílio informal (não pago) por um parente ou outra pessoa não remunerada (42%) do que pessoas com doença cardíaca, mas sem insuficiência cardíaca (18%) ou pessoas sem doença cardíaca (11%).
  • O tratamento em domicílio formal (pago) também era mais comum - foi usado por 13% das pessoas com insuficiência cardíaca, comparado a 4% das pessoas com doença cardíaca, mas sem insuficiência cardíaca, e a 2% das pessoas sem doença cardíaca.
  • 10% das pessoas com insuficiência cardíaca ficaram em uma casa de repouso nos dois anos anteriores, comparados aos 3% das pessoas com doença cardíaca, mas sem insuficiência cardíaca, e aos 2% das pessoas sem doença cardíaca.
  • Pessoas com insuficiência cardíaca tinham muito mais chance de terem dificuldade para realizar as atividades do dia a dia. Por exemplo, para andar pela casa, aproximadamente 42% das pessoas com insuficiência cardíaca relataram limitações, comparadas a 21% das pessoas com doença cardíaca, mas sem insuficiência cardíaca, e aos mais de 12% das pessoas sem doença cardíaca.
  • Atividades, como ir ao supermercado, tornaram-se muito mais difíceis para as pessoas com insuficiência cardíaca: mais de 35% das pessoas com insuficiência cardíaca relataram uma limitação relacionada a fazer compras, comparadas a mais de 14% das pessoas com doença cardíaca, mas sem insuficiência cardíaca, e a 8% das pessoas sem doença cardíaca.
  • Problemas geriátricos, condições clínicas que prevalecem em adultos mais idosos (como incontinência urinária, demência e lesões devido a quedas) eram mais comuns em pessoas com insuficiência cardíaca. No grupo de insuficiência cardíaca, 36% tinham incontinência urinária, comparados a 23% das pessoas com doença cardíaca, mas sem insuficiência cardíaca, e a 19% das pessoas sem doença cardíaca.