Tradicionalmente, as empresas farmacêuticas não tinham contato direto com os consumidores. Os médicos e outros profissionais da saúde obtinham informações sobre os tratamentos e os medicamentos com os representantes farmacêuticos. Em 1996, o FDA afrouxou as normas sobre a propaganda direta ao consumidor de medicamentos (somente os Estados Unidos e a Nova Zelândia permitem essa prática). As empresas farmacêuticas afirmavam que a propaganda beneficiaria os pacientes, ensinando-lhes sobre as condições e os medicamentos disponíveis, melhorando a comunicação entre o médico e o paciente. Então, agora, você pode ver anúncios completos sobre vários medicamentos, incluindo antidepressivos, na mídia impressa e na televisão [fonte: Frosch]. Estima-se que os consumidores vêem até 16 horas de propaganda sobre medicamentos por ano. As empresas farmacêuticas aumentaram seus gastos em propagandas de US$11 bilhões, em 1996, para aproximadamente US$30 bilhões, em 2005.
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A propaganda direta ao consumidor foi uma idéia controversa. As empresas farmacêuticas afirmam que ela ajuda ajuda os pacientes a se informarem sobre o uso de medicamentos, mas os adversários alegam que:
O resultado é um custo mais elevado com medicamentos que não melhoram necessariamente a qualidade de saúde do paciente.
Em um estudo feito, os pesquisadores tinham grupos de atores que representavam pacientes com TDM [fonte: Kravitz et al]. Os atores visitaram mais de 150 clínicas em Sacramento, Califórnia, São Francisco, e em Rochester, Nova Iorque. Em algumas delas, os atores descreviam os sintomas e pediam um antidepressivo anunciado, e em outras, não pediam nem mencionavam marcas. Os pesquisadores descobriram que os médicos tendiam mais a prescrever produtos quando o paciente solicitava uma determinada marca ou quando pedia um antidepressivo do que quando simplesmente não solicitava nada. Concluíram que os pacientes exercem uma grande influência nos padrão de medicamentos prescritos, quando se trata de antidepressivos. Em contrapartida, outro estudo concluiu que o contato direto com o representante da indústria farmacêutica teve mais influência na prescrição de marcas do que a propaganda direta ao consumidor [fonte: Donohue et al]. Então, a influência da propaganda direta ao paciente continua controversa.
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