Diagnóstico
O diagnóstico de anorexia nervosa é de exclusão, ou seja, ele é feito após outras causas de perda de peso terem sido afastadas. Pode ser necessário pedir exames de sangue, como dosagens hormonais para pesquisar hipertireoidismo, doenças da adrenal e alterações menstruais.
Tratamento
O maior desafio no tratamento da anorexia nervosa é fazer a pessoa reconhecer que ela apresenta uma alteração do comportamento alimentar e que se trata de uma doença. O paciente com anorexia nervosa nega a doença. O reconhecimento da doença pode acontecer somente em fases muito avançadas da doença, em que os riscos para a saúde são muito elevados.
O objetivo principal do tratamento da anorexia nervosa é fazer com que a pessoa volte a se alimentar normalmente, com conseqüente ganho de peso. Para isso é necessário suporte de psicoterapia, uso de medicamentos antidepressivos, terapia comportamental e terapia familiar. Nos casos mais graves pode ser necessária a internação hospitalar com prescrição de nutrição parenteral por via endovenosa para que o paciente ganhe peso.
Há associações de pacientes com anorexia que podem ajudar no tratamento de pacientes com a doença. Pessoas com diagnóstico de anorexia e que conseguiram superar a doença podem ser um estímulo importante para as que ainda não conseguiram.
Prognóstico
O prognóstico da anorexia nervosa é ruim nos casos graves, com mortalidade de 10%. Mesmo nos casos que respondem positivamente ao tratamento é comum o aparecimento de recidivas. As mulheres mais jovens apresentam o melhor prognóstico. O tratamento deve ser mantido a longo prazo para evitar recidivas da doença mesmo que a pessoa já tenha recuperado parte do peso.
Nos casos graves, a perda de peso é muito grande (acima de 15%) com um tempo de duração da doença mais longo - há vários anos sem melhora, abuso de vômitos, laxativos, exercício físico e aparecimento de algumas complicações como infecções e demaios.
A morte acontece por infecções. Um dos casos mais marcantes no Brasil foi a morte da modelo Ana Carolina Reston, que morreu em 2006. Ela não tomava água, e isso fez surgirem cálculos renais. A presença de um cálculo aumenta o risco de infecção em uma pessoa com baixa imunidade. A infecção vira sistêmica.
Outra causa freqüente de morte são as arritmias. O vômito induzido espolia potássio. Um nível baixo de potássio causa arritmias.
- desidratação grave que pode evoluir para choque hipovolêmico (incapacidade de manter a pressão arterial pela falta de ingestão de líquidos); - alteração do equilíbrio hidro-eletrolítico: o balanço hidro-eletrolítico do corpo humano depende de vários íons como sódio, potássio e cloreto; na anorexia nervosa, os vômitos provocados, o uso de laxantes e a falta de ingestão de líquidos podem levar a alterações importantes desses íons que podem causar arritmias cardíacas e convulsões; - arritmias cardíacas; - desnutrição grave e suas conseqüências, como aumento do risco de infecções generalizadas; - alterações da função da tireóide: muitos pacientes com a doença podem fazer uso de hormônio tireoidiano como uma forma de perder peso; - aparecimento de lanugem semelhante à que existe nos bebês; - inchaço (edema); - diminuição dos leucócitos (glóbulos brancos) com risco de aparecimento de infecções; - alterações renais com aparecimento de calculose e infecções de trato urinário pela ingestão insuficiente de líquidos; - osteoporose; - aumento da freqüência de suicídio. |