Após a cirurgia de amputação, os médicos administram antibióticos e controlam cuidadosamente a dor. Eles monitoram o paciente de perto. Para acelerar o processo de cicatrização, colocam faixas de compressão, que mais parecem luvas ou meias, no local da cirurgia. A compressão é importante para diminuir o inchaço e aumentar a pressão arterial na região da amputação. Os médicos também estimulam a circulação reposicionando ou alongando com freqüência a parte do membro que sobrou, cujo termo mais apropriado é membro residual.
Uma parte importante do processo de recuperação é a fisioterapia. A fisioterapia não apenas melhora a cicatrização e o funcionamento do membro residual, como também ajuda a fortalecer os ossos e músculos do resto do corpo, o que pode ajudar a compensar o membro que falta. Por exemplo, um fisioterapeuta pode ajudar o paciente a usar muletas ou um andador. Um regime terapêutico adequado também se preocupa em ajudar os pacientes a realizarem atividades do dia a dia, como levantarem da cama ou se vestirem sem auxílio.
Depois que o local afetado está completamente cicatrizado, o paciente pode conversar com um protético para usar uma prótese. A prótese é feita individualmente para o membro residual do amputado, com um cuidado especial para o encaixe, que é o que liga o paciente à prótese. O encaixe pode ser continuamente redimensionado, se necessário, para se adaptar às mudanças na forma do membro residual devido à diminuição do inchaço ou à atrofia muscular.
É com freqüência que os pacientes amputados precisam tratar da dor do membro fantasma, em que apresentam sensações no membro perdido. Esse fenômeno pode parecer estranho, mas realmente faz sentido. Mesmo que uma porção do corpo tenha sido retirada, as vias sensitivas - da parte do nervo até os centros sensitivos do cérebro - permanecem intactas. À medida que o sistema nervoso do corpo tenta se reajustar à entrada que falta, a atividade ao longo dessas vias pode ser mal-interpretada pelo cérebro como sendo originada no membro amputado. Como a atividade nessas vias sensitivas geralmente se origina na extremidade do nervo, um tratamento para a dor do membro fantasma é reposicionar as terminações nervosas com outra cirurgia.
Apesar dos desafios que os amputados enfrentam, a maioria aprende a se adaptar às situações individuais. Muitos conseguem compensar as habilidades perdidas com a ajuda de próteses. Como esse campo continua avançando, as capacidades que os protéticos são capazes de devolver aos amputados apenas vão aumentar.
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