A cirurgia de amputação começa após o paciente ser anestesiado. Dependendo do tipo de cirurgia e do resultado da consulta de planejamento, a anestesia pode ser geral ou local. Anestesia geral significa que o paciente ficará inconsciente durante a cirurgia, enquanto a anestesia local adormece apenas o local da amputação, e o paciente permanece acordado durante o procedimento.

Durante uma amputação, o cirurgião deve cortar vários tipos de tecido do corpo. Na seção abaixo, descreveremos como cada estrutura de tecido deve ser especificamente tratada no decorrer da operação.
Pele: o cirurgião começa a cirurgia cortando a pele. A incisão é planejada para que cicatrize rápida e perfeitamente. Por exemplo, é importante que a cicatriz não termine em um local que possa ficar em atrito com a prótese.
Músculo: a maior parte do tecido que o cirurgião corta durante uma amputação é músculo. Há muitas considerações sobre a disposição e a forma do tecido muscular remanescente, que oferece um enchimento importante ao redor do osso após a cirurgia. Esse enchimento é vital para manter um membro saudável e é igualmente crítico quando chega a hora de colocar a prótese no paciente.
Nervos: após os nervos serem cortados, os cirurgiões devem ter um cuidado especial com a forma como tratam das extremidades dos nervos que restaram, que ainda podem conduzir sinais sensitivos - incluindo sensações de dor. Para minimizar qualquer dor que ocorra nas terminações nervosas, os cirurgiões cortam os nervos um pouco acima do local da amputação e costuram as terminações nervosas nos tecidos ao redor. Isso ajuda a controlar a regeneração indesejada das terminações nervosas em uma massa desorganizada chamada de neuroma, que pode ser fonte de dor para o paciente. Os cirurgiões diminuem a dor isolando essas terminações de quaisquer áreas de movimento. Isso inclui manter as extremidades dos nervos longe de grandes vasos sangüíneos, que pulsam com os batimentos cardíacos.
Vasos sangüíneos: os cirurgiões ligam os vasos sangüíneos cortados, unindo-os firmemente para controlar o fluxo sangüíneo. Os cirurgiões também prestam bastante atenção para não afetarem os vasos sangüíneos que alimentam o tecido saudável remanescente. O fluxo sangüíneo é importante para manter o tecido saudável.
Ossos: após o corte dos ossos, os cirurgiões tomam o cuidado de não deixar nenhuma ponta, que possa causar dor e atrapalhar o processo de cicatrização se atritando aos tecidos em redor. O cirurgião também se preocupa com a cicatrização do osso, como também com a forma como o osso vai interferir na prótese.
Depois de adaptar adequadamente o músculo que sobrou ao redor da extremidade final do osso, o cirurgião fecha a pele que cerca o local da amputação. O espaço vazio é reduzido, e são colocados tubos para drenar qualquer líquido que se acumule depois da operação. Às vezes, quando o médico suspeita que fatores, como uma doença, possam pôr em risco o processo de cicatrização natural, a pele é fechada temporariamente. O local da amputação é monitorado de perto, para o caso de infecções, durante as semanas seguintes, e, se a cicatrização ocorre normalmente, o local é fechado permanentemente.
Depois que o paciente se submete a uma cirurgia de amputação, como funciona o processo de recuperação? Descobriremos na próxima página.