Há dois tipos de Alzheimer - de início prematuro ou de início tardio. No de início prematuro, os primeiros sintomas surgem antes dos 60 anos. Este quadro é raro, respondendo por apenas 5 a 10% dos casos. No entanto, tende a progredir rapidamente.
A causa do Alzheimer não é totalmente conhecida, mas acredita-se que
inclua fatores genéticos e ambientais. O diagnóstico é feito com base
nos sintomas típicos e pela exclusão de outras causas de demência.
Teorias anteriores que relacionavam o Alzheimer ao acúmulo de alumínio,
chumbo, mercúrio e outras substâncias no cérebro foram contestadas. A
única forma de determinar se alguém tem a doença é através de um exame
microscópico de uma amostra de tecido cerebral após a morte.
O tecido cerebral apresenta "emaranhados neurofibrilares" (fragmentos torcidos de proteína dentro de células nervosas que obstruem a célula), "placas neuríticas" (agrupamento anormal de células nervosas mortas ou em processo de morte, outras células cerebrais e proteína) e placas senis (áreas onde as células nervosas em processo de morte se acumularam em torno da proteína). Embora estas mudanças aconteçam até certo ponto em todos os cérebros com a idade, são mais frequentes no cérebro de pessoas com Alzheimer.
![]() ©2008 HowStuffWorks Alzheimer parece desconectar áreas cerebrais que normalmente funcionam em conjunto |
Ao causar problemas estruturais e químicos no cérebro, o Alzheimer
parece desconectar áreas cerebrais que normalmente funcionam em conjunto.
Cerca de 10% das pessoas com mais de 70 anos apresentam problemas
significativos de memória e metade destes casos se deve ao Alzheimer. O
número de pessoas com Alzheimer dobra a cada década a partir dos 70.
Se um parente próximo já teve Alzheimer, isto aumenta seu risco.
As doenças precoces podem acontecer em famílias e envolvem herança
autossômica dominante - mutações hereditárias que podem ser a causa da
doença. Até o momento, três genes do quadro prematuro foram
identificados.
O tipo de Alzheimer que se instaura tardiamente é a forma mais comum da doença e se desenvolve em pessoas a partir dos 60 anos. Acredita-se que sua ocorrência seja menos provável em famílias. Este tipo pode representar risco familiar, mas o papel dos genes é menos preciso e definitivo. Estes genes podem não ser a causa do problema, mas aumentam a probabilidade da formação de placas, emaranhados e outras alterações cerebrais associadas ao Alzheimer.