As queixas mais freqüentes são de insônia e de sonolência diurna. Às vezes, em vez de sonolência, a pessoa pode se queixar de cansaço, fadiga, mal estar ou falta de ânimo. Muitas vezes quem nota a alteração são os familiares que, por exemplo, se incomodam ou acham engraçado que a pessoa sente para ver televisão e caia no sono todos os dias.
Diversas doenças podem se associar à piora dos sintomas à noite ou ao despertar, como é o caso das doenças reumatológicas, da isquemia miocárdica e de vários tipos de dor eventual ou crônica. Pacientes com dor crônica apresentam redução da eficiência do sono, dificuldade para dormir e para despertar. Além disso, podem apresentar perfil depressivo.
Alguns estudos clínicos confirmaram a associação entre o sono não reparador e manifestações dolorosas. Nos pacientes com dor crônica, o sono é fragmentado e observa-se aumento no número de despertares durante a noite. Além disso, existem evidências de que o sono profundo pode representar um mecanismo compensatório para os processos dolorosos crônicos, de modo que pacientes com mais horas de sono profundo provavelmente experimentem os sintomas dolorosos com menor intensidade.