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Os linfócitos agem como se fossem agentes alfandegários. Em todos os lugares onde vão, estão ocupados verificando os passaportes de cada célula que encontram. Toda vez que descobrem uma célula que parece ameaçadora, eles imediatamente começam a tomar medidas defensivas contra ela. O processo bioquímico que está por trás destas medidas defensivas é surpreendente.
Ameaça alérgica
Quando um linfócito encontra uma partícula ou célula com moléculas que identificam o alérgeno como um invasor externo, ele executa uma versão microscópica de pegar as digitais e fazer foto de identificação do invasor. Como estes invasores externos provocam a produção de anticorpos, eles são chamados de produtores de anticorpos ou antígenos. Após a célula B identificar um antígeno, ela retorna para o gânglio linfático, se transforma em plasmócito e produz anticorpos especialmente projetados para lutar contra aquela ameaça específica.
Existem cinco tipos básicos de anticorpos chamados imunoglobulinas, ou Igs. Cada imunoglobulina é classificada por tipo, tendo uma letra como sufixo:
A imunoglobulina (Ig) responsável pelas reações alérgicas é a Imunoglobulina E (IgE).
Os anticorpos da imunoglobulina E estão presentes em cada um de nós, mas lembra-se daqueles genes da resposta imune mencionados anteriormente? Em um sistema imunológico que funciona corretamente, o código genético contém informação suficiente para capacitar os linfócitos a distinguir entre as proteínas que são ameaçadoras e as que não são. No sistema imunológico de uma pessoa alérgica, os linfócitos não sabem dizer se aquela proteína ingerida como parte de uma refeição que continha moluscos não está invadindo o corpo. As células B de uma pessoa alérgica - ou "mal informada" geneticamente - provoca a produção de grandes quantidades de anticorpos IgE para grudá-los aos mastócitos e aos basófilos por todo o corpo. Isto é conhecido como exposição sensibilizadora.