Qualquer animal - de baratas a símios - produz melanina e pode ter albinismo. Esses animais vivem com dificuldade na selva, diz Chad Staples, curador do Parque de Animais Selvagens Featherdale, em Doonside, Austrália. "Seu índice de sobrevivência é praticamente zero", afirma Staples. "Os predadores os capturam com facilidade. Famílias e grupos sociais podem afastá-los porque, para qualquer outro membro, eles são estranhos". No cativeiro, os animais albinos vivem melhor. No Featherdale, os pequenos cangurus albinos são treinados para ficarem à sombra, e os lagartos de língua azul hipopigmentados (que perdem a cor da pele com o tempo) absorvem os raios UV necessários com intensidade especial para diminuir o risco de câncer. Quando se trata de acasalamento, algumas espécies se saem melhor que outras. O pavão albino atrai as fêmeas sem dificuldade, mas os dacelas albinos sofrem rejeição dos cortejadores, diz Staples.
O albinismo ocorre em todo o reino animal. De acordo com o Missouri Conservationist, publicado pelo Departamento de Conservação do Missouri, pelo menos 300 espécies na América do Norte apresentaram no mínimo um caso registrado de albinismo. Pesquisadores observam que o albinismo ocorre 1 vez a cada 10 mil nascimentos de mamíferos. O albinismo é muito mais comum nos pássaros, ocorrendo 1 vez a cada 1.764 nascimentos. Diluir ou estender a herança genética de uma espécie reduz drasticamente a chance de albinismo [fonte: Miller (em inglês)].
Os animais albinos se tornam muito apreciados e, por isso, caríssimos. Os animais de laboratório albinos, como o camundongo BALB/c, são cruzados para darem crias geneticamente semelhantes - o albinismo é um efeito colateral [fonte: Faletra]. Esses animais também eram apreciados como assunto de pesquisa em laboratório, embora essa avaliação tivesse sido alvo de ataques devido à sua raridade e à mutação genética, sendo, hoje, considerada imprópria por algumas pessoas [fonte: Leathers]. Entretanto, eles continuam sendo criados na selva. Em algumas regiões do Missouri, esquilos brancos com albinismo parcial se tornaram bem populares entre os habitantes locais, que mimam os bichinhos e os protegem contra caçadores e outros predadores [fonte: Miller (em inglês)].
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