A vida com albinismo

A maioria das crianças albinas pode freqüentar escolas convencionais. Os pais devem entrar em contato com a escola antes de colocarem seu filho no jardim de infância. As adaptações em sala de aula incluem lentes de aumento para vídeos, livros e anotações do professor impressos com fonte grande, fitas de áudio para auxiliar na leitura e uso de computadores [fonte: International Albinism Center (em inglês)].

Apesar dessas atitudes, as pessoas com albinismo ainda enfrentam zombaria; olhar fixo das pessoas; perguntas bem intencionadas, mas ignorantes; sentimentos de diversidade e isolamento; além de mitos sobre o problema [fonte: NOAH (em inglês)]. Os pais devem ajudar as crianças a lidarem com o problema logo no início, recomenda June Waugh, conselheira da NOAH (National Organization for Albinism and Hypopigmentation - Organização Nacional para Albinismo e Hipopigmentação). As estratégias incluem discussões sobre o albinismo e sobre os sentimentos da criança, assim como desenvolver uma atitude positiva em relação a ele e ter contato com outras pessoas com albinismo.

As crianças com albinismo freqüentam regularmente a escola com outras crianças sem problema algum.
Rick Guidotti da Positive Exposure
Um grupo de alunos brincando no Siloe School, na África do Sul

Apesar do problema visual, os portadores de albinismo raramente têm problemas para praticar esportes. Segundo Martin Lang, membro da Albinism Fellowship (Associação de Portadores de Albinismo), a lista das 'proibições' é pequena: squash, tênis e badminton [fonte: Lang (em inglês)]. Os esportes com pequenas bolas podem ser difíceis, mas eles podem ser adaptados usando-se som [fonte: Winnick].

Dependendo da visão, da preferência e das leis locais, as pessoas com albinismo podem dirigir sob certas condições, com o uso da biótica [fonte: Grover (em inglês)]. A deficiência visual pode limitar a carreira dessas pessoas, mas a maioria dos limites pode ser superada com tecnologia, adaptação e determinação. Os portadores de albinismo se tornam médicos, atletas e artistas [fonte: NOAH (em inglês)].

Entretanto, em alguns lugares, as pessoas com albinismo podem sofrer com problemas mais sérios. Em algumas partes da África, a falta de adaptações em sala de aula e os estigmas podem impedir que os albinos tenham empregos rentáveis [fonte: Machipisa (em inglês)]. Para piorar a situação dos africanos com albinismo, circulam mitos perigosos no Quênia, na Tanzânia, no Zimbábue e em outros países, que perpetuam o estupro, o assassinato e o desmembramento das pessoas com albinismo. Dizem que as partes do corpo dos portadores de albinismo trazem boa sorte e que a relação sexual com uma mulher albina pode curar o HIV [fontes: Gettleman (em inglês) e Machipisa (em inglês)]. Os governos e os grupos de apoio locais estão trabalhando em campanhas de educação e proteção.

Fim dos mitos

As idéias a seguir sobre as pessoas com albinismo não têm base científica e são falsas.

  • São sortudas, mágicas ou podem curar doenças.

  • São fruto de incesto (elas são resultado da relação sexual entre duas pessoas que carregam uma mutação no mesmo gene relacionado à melanina. Freqüentemente, os pais não tem parentesco).

  • Terão filhos com albinismo - nem sempre. Se uma pessoa de origem africana possui albinismo, geralmente, pensa-se que sua descendência é caucasiana. Dois pais de descendência africana podem ter um filho com albinismo se ambos tiverem uma mutação no mesmo gene relacionado à melanina.


Na última seção, saberemos com que freqüência o albinismo ocorre em animais. Esses animais especiais conseguem sobreviver na selva?