Até agora, não existe nenhuma maneira de suplementar a melanina em pessoas que sofrem de albinismo ou de forçar o corpo a produzi-la. A pele não pode ser escurecida e a anatomia dos olhos não pode ser totalmente corrigida. Mas nem tudo está perdido, pois existem disponíveis tratamentos para as complicações decorrentes do albinismo.
O tratamento precoce com oftalmologistas pode melhorar radicalmente a visão. Veja a seguir o que eles podem prescrever.
Muitos artifícios do dia-a-dia também ajudam a melhorar a visão. Colocar um dedo sobre o olho ou inclinar a cabeça pode diminuir o nistagmo durante a leitura. Uma outra alternativa é a cirurgia do músculo do olho. Para conseguir ler letras miúdas ou assistir à televisão, as pessoas com hipermetropia grave podem ficar a alguns centímetros de distância do livro ou da TV. Infelizmente, não se pode restabelecer a visão perfeita, pois os tratamentos atuais não conseguem corrigir o problema de desvio do nervo óptico ou da falta de desenvolvimento da fóvea [fonte: Oetting].
É fundamental que as pessoas com albinismo protejam a pele contra o sol. A proteção não significa necessariamente ficar dentro de um lugar escuro. É possível ir à praia, mas tomando precauções. No entanto, a melhor proteção é controlar a exposição solar.
A Dra. Giovanna Ciocca, do Centro Infantil de Dermatologia do Hospital Infantil de Miami, recomenda evitar exposição das 10 às 16h e tomar cuidado com a neve e a areia, que refletem os raios. Recomenda ainda o uso de protetor solar - FPS 30 - em todas as partes expostas do corpo, devendo ser aplicado 30 minutos antes da exposição, abundantemente, e reaplicado com freqüência. As roupas que melhor protegem contra o sol são de tecidos sintéticos respiráveis e espessos. Chapéus de abas largas também podem ser utilizados. Camisetas leves e molhadas deixam o sol passar e devem ser evitadas [fonte: The Albinism Fellowship (em inglês)]. As pessoas albinas podem sofrer queimaduras em dias nublados, pois os raios UV penetram nas nuvens, afirma Ciocca. Então, deve-se ter muito cuidado.
Sem proteção, os portadores de albinismo poderão desenvolver lesões na pele e câncer. Podem surgir manchas escuras semelhantes a sardas. Elas não são sardas nem pontos de melanina, explica William Oetting, professor da Universidade de Minnesota que fez pesquisas sobre a genética do albinismo. Na verdade, são descolorações em que as proteínas e as gorduras das células foram destruídas. A pele também pode ficar endurecida com o tempo, conforme os raios UV forem envelhecendo as células [fonte: Mayo Clinic (em inglês)]. É possível evitar o câncer de pele protegendo-se sempre contra os raios UV. Se detectada cedo, a maioria dos casos pode ser tratada e curada [fonte: King et al]. Na África Subsaariana, onde a proteção solar pode ser cara e o tratamento nem sempre é disponível, o índice de câncer de pele entre as pessoas albinas é alto [fontes: Adegbidi e Dickinson (em inglês)].
Albinismo? Não exatamente As condições abaixo são freqüentemente confundidas com o albinismo. Podem ter algumas características físicas iguais, mas não são a mesma coisa.
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Na próxima seção, discutiremos como (ou se) o albinismo afeta a vida diária.