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A prática de fluoretação da água tem sido polêmica desde que foi implantada. Ela foi introduzida primeiramente nos Estados Unidos na década de 40, quando a cidade de Grand Rapids, em Michigan, adicionou fluoreto ao seu abastecimento público de água porque havia uma grande evidência de que isso ajudava a fortalecer os dentes e a manter a saúde oral.
Muitos de nós utilizam o creme dental com fluoreto para essa finalidade e organizações como a Associação Americana de Odontologia e a Federação Internacional de Odontologia acreditam que a água potável com adição de fluoreto pode ajudar os dentes da mesma maneira que o creme dental. Depois que a Organização Mundial da Saúde aprovou essa medida, em 1969, vários países pelo mundo começaram a fluoretar sua água potável.

Entretanto, dos anos 70 até os anos 90, alguns países europeus reverteram sua postura. Países como a Alemanha, a Suécia, os Países Baixos e a Finlândia suspenderam a fluoretação, enquanto a França sequer havia começado. Algumas fontes consideraram que os benefícios não compensavam, outras que a logística para certas áreas não era prática. Ainda houve algumas pessoas que alegaram que, tecnicamente, o fluoreto podia ser venenoso.
Venenoso? Sim - mas muitas substâncias que ingerimos são potencialmente perigosas, como bebidas alcoólicas, o mercúrio contido nos peixes e o magnésio em antiácidos. Entretanto, seria muito difícil consumir medicamento antiácido suficiente para morrer envenenado por magnésio.Então, em que dosagem o fluoreto se torna prejudicial? Qual a quantidade de fluoreto que há no abastecimento de água (em inglês) dos Estados Unidos? A seguir, veremos o que pode acontecer se ingerirmos fluoreto em excesso.