A química do desejo sexual
Antes que possamos dizer que determinado produto funcione, precisamos entender o que ele teria que fazer para funcionar. No caso dos afrodisíacos: o que acontece no corpo e no cérebro quando estamos sexualmente excitados? Tanto para homens quanto para mulheres, tudo se resume em hormônios, sobretudo a testosterona.
![]() Os níveis de testosterona controlam a excitação sexual tanto em homens quanto em mulheres |
Ou seja, nosso impulso sexual é controlado pelos níveis hormonais, com a testosterona sendo o carro-chefe. Se houver desequilíbrio, as coisas não funcionam como deveriam. Quando há equilíbrio, tudo se encaixa perfeitamente.
Uma reação em cadeia tem início quando vemos, ouvimos, sentimos, pensamos, tocamos, cheiramos ou de outro modo nos deparamos com alguma coisa sexualmente estimulante. O processo é mais ou menos assim: primeiro, os sinais são enviados do lobo límbico do cérebro, através do sistema nervoso, até a região pélvica. Esses sinais fazem com que os vasos sangüíneos se dilatem. Essa dilatação gera uma ereção (tanto em homens quanto em mulheres - os tecidos eréteis femininos ficam no clitóris e na região que circunda a entrada da vagina). Os vasos então se fecham para que os tecidos eréteis mantenham a ereção. Essa ereção é acompanhada por freqüência cardíaca elevada. Ao mesmo tempo, o cérebro libera noradrenalina e dopamina, neurotransmissores que comunicam ao corpo que essa reação é boa e agradável (para mais informações sobre os processos químicos envolvidos no amor, leia Como funciona o amor).
Se não tivermos testosterona suficiente, o interesse pelo sexo pode diminuir. Além disso, o estresse, a fadiga e a depressão também podem causar impacto sobre o interesse sexual.