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Além do câncer, milhares de sites na Internet e fóruns têm informações sobre outros perigosos efeitos colaterais atribuídos ao aspartame, à sucralose e a outros adoçantes. Esclerose múltipla, doença de Alzheimer, tumores cerebrais, problemas nervosos e outros problemas de saúde já foram atribuídos a esses produtos. O aspartame é o mais criticado, mas a sucralose também está sendo estudada.
A FDA defende os produtos que aprovou. Uma seção de perguntas e respostas no site da instituição inclui as seguintes informações:
Todas as reclamações de consumidores em relação ao adoçante [aspartame] foram investigadas incessantemente por autoridades federais durante mais de cinco anos, em parte pelo FDA's Adverse Reaction Monitoring System (Sistema de Monitoração de Reações Adversas da FDA). Além disso, estudos científicos realizados durante a fase pré-aprovação do aspartame não conseguiram provar se ele causa algum tipo de reação adversa em adultos ou crianças. Indivíduos que têm dúvidas em relação a reações adversas que podem estar sendo causadas pelo aspartame ou outras substâncias, devem contatar um médico de confiança.
Grupos como a American Heart Association (em inglês) - Associação Americana do Coração e a American Diabetes Association (em inglês) - Associação Americana de Diabetes; também aprovam o uso de adoçantes por diabéticos e para o controle de peso.
Se existem tantas bebidas e alimentos dietéticos, por que tantas pessoas continuam acima do peso? Um estudo recente de pesquisadores da Purdue University descobriu que beber refrigerantes dietéticos pode ser uma das causas. Professores do Departamento de Ciências Psicológicas descobriram que os adoçantes podem interferir na habilidade natural do organismo de “contar” calorias. A habilidade do nosso organismo em relacionar quantas calorias precisamos com quantas ingerimos é baseada, em parte, pelo quão doce é o alimento. Quanto mais doce e mais pesado, mais calorias ele tem. Nossos corpos usam isso para nos alertar de quando devemos parar de comer.
Os adoçantes, contudo, acabam atrapalhando esse processo. Ao comer e beber alimentos que utilizam adoçantes artificiais (e conseqüentemente têm menos calorias) podemos estar condicionando nosso organismo a não associar mais a doçura com altas quantidades de calorias. Isso significa que quando comemos ou bebemos alimentos adoçados com açúcar de verdade, nossos corpos calculam errado as calorias associadas àquele alimento. Assim, acabamos consumindo mais calorias.
No estudo de Purdue, ratos que foram alimentados por dez dias com comidas e bebidas artificialmente adoçadas acabaram comendo maior quantidade de um chocolate (bastante calórico) adoçado com açúcar do que ratos que tinham passado dez dias sendo alimentados apenas com bebidas adoçadas com açúcar. Os ratos que passaram por uma relação inadequada entre o sabor doce e as calorias perderam, em parte, sua habilidade de compensar pelas calorias nos alimentos [ref. (em inglês)].
A National Soft Drink Association (em inglês) - Associação Nacional de Bebidas argumentou que o estudo tinha falhas e que muitos outros estudos mostravam que o uso de adoçantes com baixas calorias promovia a perda de peso.
Na próxima seção, discutiremos como os adoçantes fazem parte da cadeia alimentar.