Tratamentos para abortos naturais

O tratamento aplicado depois de abortos naturais se concentra em prevenir novas perdas de sangue ou infecções. Evidentemente, o objetivo da terapia é diferente para mulheres que tenham sofrido uma ameaça de aborto natural. Nesses casos, a prevenção de novas complicações é essencial e pode incluir repouso ou redução de atividades.

O tratamento depende do tipo de aborto natural sofrido e do momento em que o incidente tenha ocorrido no curso da gravidez. Caso tenha acontecido no início, normalmente não são necessários tratamentos adicionais porque todo o tecido fetal é expelido pelo corpo. Quando uma mulher passou por aborto natural incompleto ou despercebido, um procedimento conhecido como dilatação e curetagem é realizado, a fim de retirar os tecidos que ficaram no útero e impedir infecções e sangramento adicional.

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Jochen Sands/Digital Vision/Getty Images
Depois de um aborto natural, o médico é o melhor conselheiro sobre o melhor momento de tentar nova gestação

Caso uma mulher esteja sofrendo um aborto natural inevitável, ela pode passar por uma curetagem ou esperar que o aborto ocorra naturalmente. A segunda opção está aberta caso ela esteja no primeiro trimestre da gravidez, não demonstre sinais de infecção e apresente sinais vitais estáveis. O corpo da mulher geralmente expele os tecidos em prazo de duas semanas. As pacientes que preferem esse método de aborto devem voltar ao médico e confirmar que todos os tecidos foram de fato expelidos. Outra opção é usar medicamentos que ajudam o útero a expelir os tecidos, normalmente dentro de poucos dias.

Mesmo que um parto não tenha sido realizado, as mulheres precisam de certos remédios relacionados ao feto, depois de um aborto natural. Por exemplo, caso mãe e feto tivessem tipos sangüíneos incompatíveis, o fato pode gerar preocupação em gestações posteriores. Caso a mãe tenha fator Rh negativo, receberá uma injeção chamada RhoGAM, que impede qualquer interação entre o tipo sangüíneo da mãe e o de seu feto abortado. Isso protege futuros fetos. Caso a mãe não receba a injeção, seu sangue Rh-negativo pode chegar ao feto e causar complicações. Antibióticos são usados freqüentemente para reduzir as chances de infecção ou combater infecções porventura presentes. Por fim, a mãe pode requerer medicação, caso esteja sangrando há muito tempo - e também deve estar atenta aos sintomas de uma infecção, que podem surgir até seis semanas depois de um aborto natural. Os sinais incluem febre, dores fortes, sangramento intenso e calafrios.

Depois de um aborto natural, a paciente é encorajada a evitar a inserção de objetos como absorventes internos. Sexo é igualmente desaconselhável, logo depois de um aborto natural. No entanto, contraceptivos, como o DIU, podem ser usados de imediato e a menstruação da mulher normalmente retorna em um período de quatro a seis semanas. Os estudos não indicam claramente qual é o intervalo de tempo mais adequado de espera entre um aborto natural e uma nova gestação, mas os médicos geralmente aconselham entre dois e três meses.

Existem abortos naturais simplesmente inevitáveis, mas há algumas coisas que as futuras mães podem fazer para evitar esse tipo de problema. Elas serão discutidas na próxima seção.